São Bento ainda não instalou controle eletrônico de estudantes

Estudantes cubatenses foram pegos de surpresa com a informação dos cortes.

Sob pressão dos estudantes usuários, foi suspenso o plano da Secretaria Municipal de Educação de Cubatão – SEDUC de cortar os nomes de 362 inscritos, que são passageiros dos ônibus da empresa Viação São Bento, contratada para levá-los gratuitamente às faculdades de Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande. No final da semana passada essa medida foi anunciada para começar a valer nesta terça-feira (10), porque segundo os coordenadores do Serviço de Bolsas e Passes foram constatadas faltas contínuas dos estudantes. O controle é falho e só chegaram a essa decisão com base em denúncias e inspeções surpresa de fiscais da SEDUC. Isso porque a Viação São Bento não instalou até hoje o sistema de controle eletrônico de passageiros, com cartão magnético apropriado, previsto no contrato renovado em agosto do ano passado.

Mas essa decisão de suspender o transporte dos “faltosos” foi adiada para 30 de abril, cabendo aos estudantes que se sentiram prejudicados entrar com recursos contra a decisão da SEDUC, justificando e comprovando que não deixaram de utilizar o sistema em três ou mais dias da semana durante o mês de março, até a próxima sexta-feira (13), diretamente, das 9 às 16 horas, no Serviço de Bolsas e Passes da SEDUC (Praça dos Emancipadores, s/n.º, Centro) ou pelo endereço de correio eletrônico: educacaco@cubatao.sp.gov.br. O formulário do requerimento está disponível em http://bit.ly/RecursoTranspUniv .

Pressão – Os representantes dos estudantes usuários e da diretoria da Associação dos Estudantes de Cubatão – AEC que foram recebidos na parte da manhã desta terça-feira (10), pelo prefeito Ademário Oliveira, em companhia do secretário de Educação, Pedro de Sá Filho, e dos vereadores Érika Verçosa e Márcinho Silva Nascimento, membros da Comissão de Educação da Câmara, e conseguiram barrar a decisão, são favoráveis a um controle mais eficiente da frequência e da transparência em relação à lista de espera. E propuseram a indicação de monitores voluntários.

Pedro de Sá disse que a fiscalização de frequência ao transporte será permanente e sem prévio aviso. Concordou com a proposta dos estudantes, no sentido de que sejam indicados, entre os usuários, monitores voluntários e que a fiscalização seja feita tanto na ida, como no retorno.

Por sua vez, o prefeito Ademário de Oliveira afirmou que a administração municipal está desenvolvendo gestões no sentido de que a São Bento implante o controle eletrônico dos usuários, o que reduzirá bastante as falhas na fiscalização de frequência. O prefeito lembrou aos universitários que sempre manterá aberto o diálogo. “Queremos resolver os problemas para evitar injustiças. Vamos buscar sempre o aprimoramento do sistema”, enfatizou.

Cubatão é, hoje, a única cidade da Baixada onde o transporte universitário é totalmente custeado com recursos da Prefeitura. São 21 ônibus, que transportam 900 universitários às unidades de ensino superior da região.

Atualmente, 360 estudantes estão na lista de espera de credenciamento. Segundo a SEDUC, a constatação de que muitos veículos estavam circulando com baixa frequência levou à criação de uma força-tarefa para fiscalização, constatando em março, faltas frequentes dos 362 estudantes que perderiam o direito ao transporte, e poderiam abri vagas para um universitário da fila de espera.

No dia 18 de abril, às 15 horas, serão divulgados os resultados das análises dos recursos , bem como as demais pendências e propostas relacionadas ao assunto.

Crianças cubatenses recebem saúde nas escolas

Testes de acuidade visual e auditiva já estão acontecendo.

Alunos de Educação Infantil da Unidade Municipal de Ensino (UME) Sofia Zarzur, na Fabril, passaram na sexta-feira passada (15) por uma série de exames oftalmológicos, com o objetivo de identificar deficiências que possam levar a dificuldades de aprendizado. A atividade faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), que teve início em agosto e que está sendo levado a 17 unidades de ensino da Prefeitura, atendendo no total 4.148 alunos.

O programa é uma política intersetorial dos ministérios da Saúde e da Educação, existente desde 2007. As escolas participantes foram escolhidas por estarem sediadas em locais de maior vulnerabilidade social – nos núcleos Ilha Caraguatá, Jardim Nova República, Morro do Índio, Pinhal do Miranda, Vale Verde, Vila Esperança, Vila Natal, Vila dos Pescadores e Vila São José -, com ações de cunho preventivo e de forma participativa. As ações são direcionadas tanto para os estudantes quanto a pais, professores, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais e comunidade em geral.

Coordenadora pedagógica da UME Professora Marta Magali Madeira, da Ilha Caraguatá, Maura Sueli Machado comemora a integração dos dois setores: “É facilitador, o trabalho do profissional de saúde facilita o trabalho do educador e vice-versa”. Já a diretora da UME Sofia Zarzur (na Fabril), Maria José Brogio, destaca o envolvimento dos pais: “Temos alunos de 3 a 4 anos. Assim, as letras do teste oftalmológico nos deram a chance de promover também um trabalho pedagógico”.

Coordenadora do PSE pela Secretaria de Educação, Solange Dias Arantes de Almeida ressalta a integração entre as pastas: “Queremos fazer conversarem as unidades de Saúde e Educação de cada local atendido. Coordenador por parte da Secretaria de Saúde, Mohamed Abdul Hahim, psicólogo do Núcleo de Educação Permanente, completa: “A gente entende que essa aproximação deixa um legado para a comunidade”.

A articulação entre Escola e Rede Básica de Saúde é a base do PSE. O programa é integrado por 12 ações, das quais três foram escolhidas para serem executadas em todas as unidades: ações de combate do mosquito Aedes aegypti; promoção de saúde auditiva e identificação de educandos com possíveis sinais de alteração; e promoção da saúde ocular e identificação de educandos com possíveis sinais de alteração.

As demais ações são promovidas em cada escola de acordo com as necessidades pedagógicas e de promoção de saúde de cada núcleo. São elas: promoção de práticas corporais, atividade física e lazer nas escolas; prevenção de violências e acidentes; identificação de educandos com possíveis sinais de agravos de doenças; promoção e avaliação de saúde bucal e aplicação tópica de flúor; verificação e atualização da situação vacinal; promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil; promoção da saúde auditiva e identificação de educandos com possíveis sinais de alteração.