Sabesp amplia saneamento em Cubatão

Sabesp faz reposição de asfalto e melhora ruas e avenidas.

Qualidade de vida e melhoria ambiental começam com coleta e tratamento de esgoto de forma adequada. Em Cubatão, há cinco anos estão sendo investidos cerca R$ 74 milhões pela Sabesp, por meio do Programa Onda Limpa, para permitir a correta destinação do esgoto produzido na Cidade. O Programa está na reta final e não há mais redes para implantação, apenas a conclusão da reposição de alguns trechos de pavimentos.

A obra, que envolveu centenas de trabalhadores em dezenas de frentes em atividade ao mesmo tempo, é considerada de grandes proporções e de difícil execução, principalmente, pelo tipo de solo argila marinha encontrada na região. Este solo exige um cuidado maior no controle tecnológico para a reposição e, na maior parte dos trechos, foi feita a troca completa do solo para aterro e a correta reposição.

Desde 2007, foram implantados mais de 40 quilômetros de rede de esgoto, atendendo bairros como Bolsão IX e VII, Jardim Nova República, Jardim Casqueiro e Ilha Caraguatá. Para o funcionamento de toda esta rede e a realização das ligações domiciliares, em 2010 foi inaugurada uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com capacidade para tratar cerca de 120 litros de esgoto por segundo.

Agora, o momento é de realizar as ligações dos imóveis à rede de esgoto beneficiando todos com o acesso à coleta e tratamento. “É um tipo de obra muito difícil, porque a cidade continua com o seu ritmo de atividades. Houve transtornos aos moradores, como fechamentos de ruas, mas agora é possível usufruir dos benefícios da rede de esgoto”, destaca o superintendente do Programa Onda Limpa, José Luiz Salvadore Lorenzi.

De acordo com estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas, a pedidos do Instituto Trata Brasil, o acesso à rede de esgoto gera uma valorização de até 18% no valor dos imóveis. Além disso, há um aproveitamento de desempenho em cerca de 30% melhor na educação entre crianças que tem acesso à rede de esgoto.

Todas as cidades da Baixada Santista estão abaixo do nível do mar, o que pode gerar, em alguns casos, alagamentos. “De forma geral, estamos abaixo do nível do mar, e alguns trechos apenas com a mudança da maré vão receber a interferência das águas do rio. Em dias de chuvas, essa condição pode se agravar, gerando até pontos de alagamento. Durante a execução das obras, a Sabesp não interferiu no sistema de drenagem de águas pluviais, isso porque são sistemas independentes”, afirma Lorenzi.

Ele ressalta, ainda, que mesmo com o controle tecnológico e até substituição por um solo de melhor qualidade, o terreno pode se acomodar depois de algum tempo, gerando abatimento do pavimento. “Portanto, pode ocorrer recalque em determinados trechos algum tempo depois, por isso quem perceber alguma inadequação deve ligar para a Sabesp, pelo 0800 055 0195, para que providenciemos os reparos necessários”, explica.

Lixo na rede

A rede de esgoto é projetada para receber o esgoto dos imóveis, ou seja, o resíduo proveniente do uso da água, como do chuveiro, vaso sanitário e de torneira das pias. A rede de esgoto não é dimensionada para receber as águas pluviais, por isso, é importante separar dentro dos imóveis os ralos de águas do quintal – que deve ser direcionado para a galeria de águas pluviais – da rede de esgoto.

O gerente da Sabesp em Cubatão, Luiz Celso Ferreira Arruda, destaca que a maior parte dos casos de obstruções e que geram o retorno do esgoto para os imóveis está relacionado ao uso inadequado da rede. “Em limpezas devido a obstruções encontramos uma grande diversidade de lixo, que não deveriam estar na rede de esgoto, como preservativos, absorventes, latinhas, garrafas pet, pedaços de pano e até objetos como colchão”, diz. Além de prejudicar o funcionamento da rede, algumas bombas das estações elevatórios podem ser danificados por esses objetos.


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