O Tiplam e a história da formiga e do elefante.

Canal de Piaçaguera é via de acesso do Tiplam, terminal portuário recém ampliado pela VLI. Foto: Marcos Peron

As discussões que vêm sendo travadas em referência ao Tiplam – Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita – ilustram com perfeição como muitas vezes o estrabismo deforma pontos de vista de pessoas bem intencionadas e inteligentes.

É aquela história do fiscal que se concentra tanto em barrar uma formiga que não percebe a passagem de um elefante numa porteira vedada aos bichos.

Se você acompanha as questões portuárias da Baixada Santista, têm preocupações com o meio ambiente e ainda não conhece o Tiplam, procure fazer uma visita. Você vai ficar feliz: o investimento da VLI Logística tem tudo o que você sonhou em matéria de  embarque de graneis no Porto de Santos.

Para começar, a chegada dos produtos se dá exclusivamente por composições ferroviárias. Isso afasta, de cara, a poluição dos escapamentos de milhares de caminhões e carretas.

Aí você pode pensar: “Deve ser um inferno de trilhos e manobras de trens”. Engano. O Tiplam tem outro ponto dos seus sonhos no projeto: a pera ferroviária. O trem entra no terminal, descarrega e segue caminho sem necessidade de nenhuma manobra. O movimento de saída é no mesmo sentido do de entrada, na continuação da malha de trilhos.

“Ah, mas tem ainda a questão da descarga de grãos, deve lançar toneladas de material particulado no ar”, você pode pensar. Novo engano. As esteiras transportadores são confinadas numa tubulação. Não escapa por elas nenhum micrograma de material particulado.

Perfeito, então? Perfeito. Mas…

Aí entra o estrabismo. Aí entra a formiga. Tem a questão da cava.

O que é a cava?

A cava é um receptáculo submarino para depósito do material dragado para aprofundamento do canal marítimo que dá acesso ao Tiplam para os navios.

É gigantesca. E o material depositado lá está contaminado por décadas de poluição do fundo do mar pelas indústrias de Cubatão. O Tiplam fica ao lado do terminal portuário da Usiminas, antiga Cosipa.

A solução representada pela cava fez toda a tramitação exigida pela legislação ambiental brasileira. Passou por todos os organismos de fiscalização. Demorou. Foi complicado.

Mas foi, depois de muito tempo, de muitas marchas e contramarchas, aprovada. Mesmo assim tem gente que olha de nariz torcido para ela. Gente que preferia outras soluções. Que talvez fossem poluir outras regiões. Ou que, pelo custo, inviabilizassem o empreendimento.

O material dragado – e contaminado – dentro da cava, isolado, tem potencial de danos ao ambiente muito menor do que no fundo do canal, de onde está sendo retirado, onde qualquer movimento pode fazer com que ele se desloque na água.

Mas aí tem a questão do estrabismo.

E a do fiscal que barra a formiga e não percebe a passagem do elefante.

Na Ponta da Praia, em Santos, há décadas, a operação de embarque de grãos é porca. O bairro residencial e bairros vizinhos, como Aparecida, em muitas safras se tornam o local mais poluído do Estado de São Paulo por material particulado. O cheiro da fermentação da soja que cai dos caminhões e se molha quando chove é insuportável. A população de ratos e pombos se multiplica. E continua lá…

Tudo de ruim. Tudo que está eliminado pela tecnologia implantada no Tiplam.

Ah, mas tem a cava…

(*) Paulo Schiff é jornalista e apresentador de rádio e TV na região da Baixada Santista. E-mail: paulo.schiff@hotmail.com

CMOC (Copebras) apóia projetos socioambientais em Cubatão

Copebras (CMOC Internacional Brasil) aposta no futuro das cidades.

Crianças do município de Cubatão serão atendidas por quatro entidades escolhidas pela Copebras, que é uma empresa tradicional da CMOC Internacional Brasil no Polo Industrial cubatense, com ações que privilegiam a educação, cultura e a geração de renda para contribuírem com o desenvolvimento sustentável local. Estes foram os pilares que direcionaram a CMOC a selecionar os parceiros que receberão o aporte de R$ 1.165.854,01 em projetos socioambientais, além de Cubatão, Catalão e Ouvidor, no Estado de Goiás, por meio de leis de incentivo fiscal e investimento próprio.

No ano passado, a empresa manteve o apoio a iniciativas comunitárias que beneficiaram diretamente mais de 6 mil pessoas nos municípios de Goiás e na Baixada Santista, em São Paulo. Com o investimento de 2018, a expectativa é que o mesmo número de pessoas seja beneficiado e que as ações continuem a promover o crescimento dessas regiões.

Para sistematizar o apoio e direcionar os recursos, a empresa ouviu membros da comunidade e mensurou indicadores de cunho social e econômico.  “Ao longo de 2017, realizamos um diagnóstico socioeconômico local com a participação de instituições sociais, representantes do poder público e demais atores sociais para retratar a realidade dos municípios que recebem as nossas operações.  Com isso, desenhamos uma nova estratégia de investimentos sociais da CMOC, sendo ainda mais assertivos em atender às necessidades das comunidades”, afirma a Gerente de Comunicação e Gestão Social da CMOC, Ana Cláudia Gallo.

Trabalho e renda – Práticas voltadas para trabalho e renda foram um dos pontos levantados pelas comunidades no diagnóstico da empresa. Com esse foco, a CMOC irá patrocinar o projeto “Educando para um Desenvolvimento Sustentável”, conduzido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recurso (ADRA), em Cubatão. A iniciativa contempla a coleta do óleo de cozinha para reutilização na fabricação de sabão artesanal, que será posteriormente vendido, gerando renda para a comunidade.

Além disso, a CMOC está patrocinando via Fundo Estadual da Criança e do Adolescente de São Paulo o projeto “Jovens para o Futuro”, também desenvolvido pela ADRA no município do litoral paulista, que tem o objetivo de fomentar a qualificação profissional e educação para o trabalho de adolescentes e jovens para inserção no mercado de trabalho. “A CMOC é nossa parceira e comunga do mesmo objetivo de criar novas oportunidades e novos horizontes para os jovens cubatenses”, disse Marlene da Cruz de Almeida, coordenadora da ADRA.

Educação – Aliada à proposta da geração de renda, a CMOC também selecionou projetos educativos, com foco em cultura, esporte e lazer, como complementos da educação formal. Catalão recebe na área cultural o projeto “Orquestra de Cordas Dedilhadas e Coral Nova Vida”, desenvolvido pela Fundação Espírita Nova Vida (Fenova); “Mãos que Tocam”, da Instituição Obras Sociais Jorge Filho, e a Cia de Ballet do Sudeste Goiano, conduzido pela Associação Desportiva e Cultural de Dança.

Em Ouvidor, o destaque de 2018 continua sendo o programa “Esporte, Cultura e Lazer”, executado pela Secretaria Municipal de Promoção e Ação Social do município goiano. O projeto promove práticas esportivas e culturais de lazer para crianças e adolescentes, entre seis e 17 anos. Assim como nos projetos conduzidos pela Fenova, para ingressar no programa em Ouvidor os jovens devem cursar o ensino escolar regulamentar.

Já em Cubatão, a CMOC continua a apoiar os projetos “Cubatão Sinfonia”, executado pela Associação de Amigos da Banda Sinfônica de Cubatão; “Querô na Escola” e “Oficinas Querô”, conduzidos pelo Instituto Querô; e “Integrar Voleibol”, em parceria com a Associação Nacional de Desenvolvimento Esporte e Educação.

Sobre a CMOC – A CMOC International Brasil é uma subsidiária da CMOC International, companhia global com um diversificado portfólio de ativos, incluindo operações na República Democrática do Congo e Austrália. Atua no País com mineração e beneficiamento de nióbio e fosfatos, nas cidades de Catalão e Ouvidor (GO) e Cubatão (SP), por meio de suas empresas Niobras e Copebras. Gera mais de 5 mil empregos diretos em suas três plantas industriais e duas minas.