Portos da Usiminas e VLI trazem otimismo para economia de Cubatão

Canal de Piaçaguera é via de acesso do Tiplam, terminal portuário recém ampliado pela VLI. Foto: Marcos Peron

Brevemente os portos da Usiminas (Cubatão) e da VLI (área continental de Santos, na divisa com Cubatão), que expande o seu Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Veiga de Mesquita – Tiplam, considerado a maior obra portuária privada em curso no Brasil, que compõem o sistema portuário de Santos, o maior da América Latina, vão proporcionar o início da recuperação econômica no município e na Baixada Santista. Essa possibilidade foi garantida graças ao trabalho de dragagem do Canal de Piaçaguera, localizado no Largo do Casqueiro, região próxima à Ilha das Cobras, em Cubatão, sem agressão ao meio ambiente, o que é um fato exemplar segundo o presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb, Carlos Roberto dos Santos, em visita recente à região.

Foi necessário realizar a dragagem para ampliar a profundidade do canal e permitir a navegação de navios maiores e com maior capacidade de transporte de cargas para exportação e importação, em uma área afastada da zona urbana das cidades e sem necessidade de acesso às já congestionadas margens direita e esquerda do Porto (Santos e Guarujá). E essa dragagem, inspecionada por autoridades ambientais da Baixada e técnicos especializados da Cetesb, firmou um novo padrão de respeito ao meio ambiente e à sustentabilidade.

O diferencial é a construção de uma cava, na área do Canal de Piaçaguera, pelas empresas Usiminas e VLI, para comportar o material dragado sem apresentar trocas (de detritos contaminados por metais pesados) com a biota (ecossistema). “Agora, com ela em operação, o local, inclusive, pode se recompor, porque o material mais poluente não fará trocas com o ambiente, a fauna, a flora”, ressalta o presidente da Cetesb.

O início – Desde que a obra foi iniciada, em 2016, em diversas oportunidades a segurança da operação foi questionada. Mas gradativamente, com os esclarecimentos técnicos bem fundamentados os órgãos ambientais responsáveis pelas autorizações não hesitaram em garantir que a sua continuidade é “medida de extrema segurança”, comentou o químico José Eduardo Bevilacqua, assistente-executivo da diretoria da Cetesb.

Tiplam – O Tiplam, operado pela VLI, passa por uma grande ampliação desde 2013 e irá sextuplicar a sua capacidade anual de movimentação. Antes da ampliação, o Tiplam importava produtos como fertilizantes, enxofre e amônia. A expansão capacitou a estrutura para o aumento do volume de importação desses produtos e também permitiu o início das exportações de grãos e açúcar.

Durante o pico das obras de expansão do Tiplam foram gerados pelas empresas prestadoras de serviço para VLI, cerca de 9 mil empregos diretos. Com a conclusão, que entra na fase final das obras, 500 novos empregos, entre empregados próprios e terceirizados, serão criados.

Viaduto no Jd Casqueiro era para melhorar, mas piorou demais.

O viaduto que era uma solução está virando um problemão no Jardim Casqueiro.

O viaduto que era uma solução está virando um problemão no Jardim Casqueiro.

A comunidade do Jardim Casqueiro e dos bairros próximos, que sempre defenderam a construção de um novo viaduto para melhorar o acesso ao centro de Cubatão, bem como às rodovias Anchieta e Imigrantes, está sendo convidada para uma reunião, na próxima segunda-feira (18), a partir das 19h00, na sede da SOMECA – Sociedade de Melhoramentos do Casqueiro (Rua Maria Graziela, 565).

Lideranças políticas de vários partidos com atuação na cidade – da situação ou de oposição locais – querem que o Governo do Estado, por meio do DER – Departamento de Estradas de Rodagem tome uma posição para resolver os problemas ocasionados após a liberação do novo viaduto Rubens Paiva.

Nas redes sociais a mensagem é praticamente no mesmo sentido: do jeito que está não pode ficar: “Não podemos nos calar diante de tal assunto tão importante”, enfatiza o líder comunitário Toninho Vieira, por exemplo.

A prefeita Marcia Rosa (PT) vem usando a sua página pessoal no Facebook, postando fotos e mensagens que demonstram a insegurança e inclusive acidentes entre os veículos que buscam uma saída do bairro. E não esconde a sua frustração diante das autoridades responsáveis, tanto do governo estadual quanto da concessionária Ecovias, que não compareceram à audiência pública realizada na última segunda-feira (11), no Bloco Cultural.

Foram convidados DER, Ecovias, Artesp, Sociedade de Melhoramentos e a Sabesp, com a intenção de que a população ouvisse as explicações de seus representantes, mas isso não foi possível, eles não compareceram. Independentemente disso, alguns pontos foram discutidos, mas ficou definido que outras reuniões ainda devem ser realizadas, como a da próxima segunda-feira, na SOMECA.

Problemas anunciados Após uma vistoria feita na semana passada no local onde foi feita a duplicação, técnicos da prefeitura apontaram que o principal problema da obra está na confluência entre a Avenida Brasil e a marginal de acesso da Via Anchieta. Os especialistas disseram que a região se ficou um “caos” com carros tentando cruzar de quatro direções diferentes.

Também foi constatado pela equipe técnica que a dificuldade de entrar e sair do núcleo residencial que há no trecho provoca congestionamentos que chegam a 3 km em horários de pico. Os riscos de acidente e assaltos também foram pontuados pela Prefeitura.

Dentre os pontos levantados, a prefeita relacionou: “falta sinalização adequada e veículos na contramão são comuns; moradores do Casqueiro, Parque São Luís, ilha Caraguatá, Conjunto Habitacional Mario Covas e São Judas têm dificuldade de saída do bairro em direção ao Centro de Cubatão; vários acidentes aconteceram e esses registros de acidentados estão na UPA de Cubatão; falta iluminação e a ciclovia prometida; o Viaduto não foi entregue oficialmente à Ecovias; a Avenida Brasil e a Joaquim Jorge Peralta ficam congestionadas em pouco tempo, ou seja, os problemas da rodovia adentram o bairro”.

Marcia Rosa destaca que aguarda posicionamento oficial da ARTESP, órgão fiscalizador das concessionárias públicas de São Paulo, e que a questão já foi levada à representação local do Ministério Público.