José Rubens Marino anuncia sua saída do Lar Fraterno

Rubens Marino disse: “Sempre quis fazer algo pela social em Cubatão. Graças a Deus, cumpri.”

Após sete anos (mais de dois mandatos) à frente da entidade, o presidente do Lar Fraterno de Cubatão, José Rubens Marino anuncia a sua saída da direção. Segundo o próprio Marino, essa decisão é de caráter pessoal e ele permanece no comando da entidade até o próximo mês de março, logo após prestar as contas relativas ao exercício de 2017 e publicar o balanço social do mesmo ano. Em seu lugar entra o atual vice-presidente da instituição, Edson de Freitas, o Édinho (ex-superintendente da Companhia Municipal de Trânsito – CMT).

O presidente diz que sempre foi contra todo e qualquer tipo de continuidade exagerada e que ciclos, um dia, chegam ao fim. “Decidi cuidar da família, que precisa muito de mim nesta altura da vida, além de também acreditar que já contribuí com o meu melhor para essa entidade, à qual tive o total apoio de todos os meus diretores, colaboradores, parceiros, comércio local empresas do Polo Industrial (em especial a Copebrás, onde importantes convênios foram firmados com o Lar Fraterno) e principalmente do nosso corpo técnico, que sempre se colocou com muito profissionalismo, amor e carinho junto ao próximo, no trabalho que é desenvolvido aqui”, diz o presidente.

O Lar Fraterno – Rubens assumiu em agosto de 2010, com o falecimento da saudosa e então presidente Cleusa Nunes Tibúrcio. Desde então, Rubão obteve importantes conquistas para a instituição como a reforma total e adaptação da Casa, a implantação de serviços técnicos inovadores na grade de atendimento aos idosos, principalmente nas áreas da saúde e terapia ocupacional. “Hoje graças ao empenho de todos que sempre olharam com bons olhos para o Lar Fraterno, podemos dizer que a entidade não fica a desejar em nada para qualquer casa de amparo ou acolhimento de idosos da Baixada Santista, devido aos serviços oferecidos aqui, independentemente de serem particulares ou de utilidade pública, como é o nosso caso”, explica.

Histórico e carreira em Cubatão – Experiente na vida pública, especialmente em Cubatão (quase 30 anos de atuação ininterrupta no município), por onde atuou em diversos cargos (vereador por um mandato – 1996/2000, secretário de finanças e chefe de gabinete no governo Nei Serra, e secretário de Esportes e Lazer na administração Clermont Castor), José Rubens Marino agradece o carinho de desses longos recebidos pelo povo de Cubatão e diz que seu mandato a frente do Lar Fraterno foi uma forma de agradecimento ao povo cubatense: “Deixo registrado o meu imenso carinho pela cidade e por todos os companheiros que de alguma forma contribuíram comigo e com o Lar Fraterno, como também desejo todo o sucesso ao Edinho, que sem dúvida fará um bom trabalho para essa instituição”, finaliza Marino. | Texto e foto do jornalista Luiz Fernando Valentim (colaborador)

 

Escola gratuita de atores em Cubatão não consegue patrocínios para 2018

Teatro do Kaos faz das tripas coração para se manter vivo e em movimento.

Uma notícia muito negativa para a Cultura vem circulando nas redes sociais desde o fim do mês de novembro passado: o Teatro do Kaos, que mantém uma escola gratuita de teatro em Cubatão, graças aos projetos que o seu idealizador Lourimar Vieira e equipe sempre aprovaram no Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, não conseguiu um centavo de apoio das empresas da região, que poderiam abater 100% no imposto de renda se patrocinassem os cursos destinados à formação de atores e atrizes da cidade.

Lourimar disse que mais uma vez o projeto foi aprovado, “como nos últimos 7 anos, mas desta vez não arrumamos o patrocínio de uma única empresa, mesmo parcial”. Do poder público – Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de Cubatão – com a crise financeira da Cidade, também nenhum sinal positivo foi manifestado.

Nessa mesma época, no ano passado, graças ao patrocínio da Copebrás, o Teatro do Kaos estava com inscrições abertas para 140 vagas, divididas entre os níveis iniciante (100), para adolescentes entre 12 e 17 anos, intermediário (20), para idosos a partir dos 60, e avançado (20), para jovens entre 16 e 29 anos. As aulas aconteceram de uma a quatro vezes por semana, de acordo com o módulo cursado.

Oportunidade – “O objetivo do nosso projeto é que ele continue a trazer benefícios para a sociedade por meio da arte. Queremos oferecer aos jovens a oportunidade do contato com atividades lúdicas e culturais, além de despertar o gosto pela arte cênica”, ressalta o gestor do projeto, ator e diretor Lourimar Vieira.

As aulas sempre foram ministradas no Teatro do Kaos, localizado na Praça Coronel Joaquim Montenegro, 34, no Largo do Sapo, em Cubatão. Informações sobre a possibilidade de apoiar essa iniciativa e manter viva a escola teatral cubatense, podem ser obtidas pelos telefones (13) 99124 7470 e 3372 7211.

Resultados alcançados – Nos últimos sete anos de trabalho, 1.823 pessoas foram atendidas, destas qualificando profissionalmente 150 atores e possibilitando que 1.673 alunos participassem da Oficina de Teatro em contra turno escolar no município.

84 peças foram encenadas pelos alunos dos projetos, muitas das quais circularam por 30 cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Piauí, Espírito Santo, Ceará e Rio Grande do Sul.

A escola Teatro do Kaos comemora também os fatos de que a peça “A Falecida”, encenada por alunos do projeto, foi eleita o “Melhor Espetáculo do Litoral e Interior do Estado de São Paulo”, pela Cooperativa Paulista de Teatro; e o ingresso de 3 anos formados pelos projetos cubatenses na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo – EAD/USP.

O município de Cubatão ainda não conseguiu concluir uma obra de teatro para atender à sua comunidade (o Municipal, depois de 30 anos inacabado, vai virar unidade de saúde da Prefeitura; e o Anilinas, patina na burocracia da Prefeitura, com as obras e instalações paralisadas desde 2014). O espaço ocupado pelo Teatro do Kaos revela por si só a resistência dos artistas locais, que o mantém em atividade a duras penas, contando às vezes com o apoio do poder público municipal, e mais vezes dos governos do Estado (PROACs) e Federal (Lei Rouanet), além das indústrias e do comércio local.

Despontam, desde o início do ano passado, as atividades do Galpão de Experimentos de Artes, por iniciativa de um dos 13 coletivos independentes – integrantes do Coletivo 302 – no interior do Parque Anilinas, em espaço anteriormente ocupado por materiais inservíveis e ferramentas da Prefeitura. Sander Newton, não esconde as origens: “Somos frutos do Teatro do Kaos e após a formação no curso passamos a nos reunir em espaços alternativos para ensaiarmos. Conforme fomos amadurecendo a ideia do grupo, percebemos que precisávamos um espaço para os ensaios e apresentações, e passamos a olhar a nossa cidade com outros olhos. Não imaginávamos, no entanto, que o espaço ideal estaria tão perto de nós, aqui no Anilinas”.

Nesse caso, a Secretaria da Cultura autorizou que os próprios artistas revitalizassem o barracão, com o apoio de seus familiares e do comércio cubatense, para que pudessem executar as suas contrapartidas com a Lei de Incentivo Estadual do PROAC, conquistado no final de 2016 e viabilizado em 2017. Espaços em escolas municipais também são cedidos para ensaios e preparação de peças por outros coletivos do Município.