Pesquisa do IPAT confirma Ademário em 1.º lugar com 25,3%

Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-07511/2016

Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-07511/2016

A corrida eleitoral chega na reta final e o candidato do PSDB à Prefeitura de Cubatão, Ademário da Silva Oliveira, lidera a preferência do eleitorado com 25,3% das intenções de voto. Esse é o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna – IPAT, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-07511/2016, realizada nos dias 23 e 24 de setembro, com intervalo de confiança de 95% e divulgada na edição desta quarta-feira (28), e confirma resultados da semana passada do Instituto Opinião contratado pelo jornal “Diário do Litoral”.

A liderança de Ademário é isolada, mediante a apresentação dos nomes dos cinco candidatos, para uma amostragem de 800 eleitores cubatenses. Devido à margem de erro da pesquisa, de 3,5% para mais ou para menos, os outros quatro concorrentes estão tecnicamente empatados: Severino Tarcício, o Doda (PSB), aparece em segundo lugar com 15,4%, Wagner Moura (PMDB) com 12,5%, Dinho Heliodoro (SD), tem 10,1%, e Fábio Inácio (PT), conta com 8,9% da vontade de votar do povo cubatense.

Dos entrevistados, 15% disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 12,8% ainda não sabiam em quem votar. Excluídas essas respostas e considerados somente os votos válidos, Ademário soma 35,1% das preferências. Depois vêm Doda (21,3%), Wagner Moura (17,3%), Dinho (14%) e Fábio (12,3%).

Quando os pesquisadores do IPAT perguntaram aos eleitores que, entre os cinco candidatos, em quem não votaria de jeito nenhum, 32,3% citaram o nome de Fábio Inácio; Doda e Wagner Moura são rejeitados por 21,8% cada; Ademário por 20% e Dinho recebeu 18% das citações contrárias.

Pesquisa espontânea – Na sondagem espontânea, em que os pesquisadores do IPAT não mostraram aos entrevistados os nomes dos candidatos, a classificação seguiu a mesma ordem da consulta estimulada, com números diferentes: Ademário obteve 19,2% das citações; Doda, 11,1%; Wagner, 9,2%; Dinho, 6,9% e Fábio, 5,4%.

89,4% rejeitam Marcia Rosa – A pesquisa que sinaliza para o futuro da Prefeitura de Cubatão, com Ademário Oliveira prefeito se as eleições fossem no início da semana, também mostra a rejeição do eleitorado à prefeita Marcia Rosa, que é de praticamente nove em cada dez entrevistados nesta pesquisa eleitoral. O índice é de 89,4%, quase igual ao apurado em relação à prefeita de Guarujá, Maria Antonieta Brito (PMDB), rejeitada por 89,5%, e inferior à do prefeito de São Vicente, Luís Carlos Bili, sem partido, que alcançou 94,7%.

Segundo o cientista político Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT, a imagem de Marcia foi abalada pelas “várias ameaças de cassação (do mandato de prefeita, com dois pedidos votados recentemente pela Câmara de Vereadores) e a crise, que bateu forte na receita (da Prefeitura)”.

Câmara Municipal – Na mesma pesquisa, o IPAT quis saber também em quem os eleitores de Cubatão votariam para compor as 15 vagas do Poder Legislativo a partir do dia 1.º de janeiro de 2017, Cesar aparece com 2,9%; Augusto Rei do X Salada, 2,5%; Roxinho, 2,5%; Ricardo Queixão, 2,3%; Toninho Vieira, 1,9%; Jair do Bar, 1,8%; Pastor Valdeci Santos, 1,8%; Tinho, 1,8%; Fábio Moura, 1,6%; Rafael Tucla, 1,5%; Allan Matias, Cotia, Irmão Ximenes e Missionário Marcos Cardoso, cada um com 1,4%; Pádua, Professor Welington, Sérgio Peralta e Zelma, com 1,1% cada um; Gilvan Barreto, Professor Cagé, e Sérgio Calçados, todos com 1,0% cada. Os demais candidatos tiveram um número menor de citações.

Cubatenses protestam contra governo e prefeita pede sacrifício da comunidade

Prefeita escreveu e publicou artigo em 'A Tribuna de Santos'.

Prefeita escreveu e publicou artigo em ‘A Tribuna de Santos’.

Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (16), do jornal “A Tribuna de Santos”, a prefeita Marcia Rosa (PT) expõe a situação da arrecadação de impostos pelo município de Cubatão, em queda “dramática” por causa da crise. E pede “a compreensão e o sacrifício de toda a comunidade”, além do empenho dos vereadores para que reduzam as suas despesas na Câmara e facilitem a criação de uma Guarda Municipal para poder acabar com o contrato com a Marvin.

Leia o texto de Marcia Rosa, na íntegra:

“Mãos dadas para enfrentar a crise de Cubatão

A administração de uma cidade tem pontos em comum com a organização de um ambiente de uma família. Tem uma arrecadação, tem despesas obrigatórias e pode ter outras aplicações de recursos decididas por prioridades. Cubatão não é diferente. Na crise, quase sempre acontece uma queda de arrecadação. Que pode ser dramática. O chefe da família perde o emprego. E pode faltar dinheiro até para as despesas obrigatórias. Esse tipo de situação exige compreensão e sacrifício de todos os componentes da família.

Ou, no caso de uma cidade, como Cubatão, de toda a comunidade. A arrecadação de Cubatão caiu dramaticamente. Comparando abril de 2015 com este último mês de abril, o quadro é esse: receita de abril/2016: ICMS, R$ 23 milhões; ISS, R$ 7,8 milhões e royalties, R$ 3,2 milhões. E abril/2015: ICMS, R$ 32 milhões; ISS, R$ 15 milhões e royalties, R$ 5 milhões. A perda em relação ao mesmo mês do ano anterior só nesses principais tributos foi de R$ 9 milhões no ICMS, R$ 7 milhões no ISS e de R$ 2,8 milhões nos royalties. Quase R$ 20 milhões.

Ao mesmo tempo, as despesas obrigatórias são essas: Caixa de Previdência, R$ 15,6 milhões; folha de pagamento, R$ 17,7 milhões; Pasep, R$ 680.000,00 e precatórios, R$ 1,2 milhão mensais (isso porque foi repactuado); duodécimo para a Câmara, R$ 3,7 milhões; cesta básica, R$ 1,2 milhões; Cartão Servidor, R$ 3,2 milhões; vale refeição, R$ 750 mil e vale transporte, R$ 360 mil. E a conta dos gastos ainda não acabou: hospital, R$ 4,4 milhões; CMT, R$ 1,5 milhão; lixo, R$ 3 milhões; segurança, R$ 2,2 milhões; pronto-socorro, R$ 1,4 milhão; CPFL, R$ 850 mil e Sabesp, R$ 350 mil.

Como fazer? Não existe um passe de mágica que faça todas essas despesas caberem num orçamento em que a relação entre receita e despesa está apresentando um déficit contínuo, como o do mês de maio, que foi superior a R$ 25 milhões. Aliás, nem passe de mágica, nem administrador, por mais capacitado que seja, resolve um descompasso dessa dimensão.

O que temos feito, junto com a equipe de Governo, enxuta e dedicada, é administrar o dia a dia da Cidade com negociações difíceis e paciência infinita. Na crise pode acontecer de um filho que perde o emprego precisar da ajuda do pai e da mãe. Voltar para casa. Na Prefeitura, também. Famílias que perdem empregos e planos de saúde passam a depender ainda mais da escola pública e dos serviços municipais de saúde. Mais prestação de serviços com menos dinheiro. A crise representa oportunidade de demonstração não só de criatividade, mas também de espírito público e de grandeza. Mas, na política, pode também fazer aflorar o oportunismo.

Você, que lê este artigo, deve ter observado que o repasse de recursos da Cidade para a Câmara é de R$ 3,7 milhões por mês, da mesma ordem de grandeza da manutenção do hospital, R$ 4,4 milhões. Hospital, aliás, bancado quase que exclusivamente pelo Município, com ajuda insignificante do Governo Estadual, que colabora decisivamente com a saúde de outros municípios da região, mas tem atitude bem diferente com Cubatão.

Faço aqui um apelo público para que os vereadores reduzam essa despesa que supera R$ 43 milhões/ano para uma Câmara com 11 vereadores, pelo menos nesse momento difícil. E que também reavaliem com cuidado a proposta de criação da Guarda Municipal, rejeitada pela Câmara e que possibilitaria uma redução significativa nos gastos do contrato com a empresa de segurança, caríssimo, de R$ 2,2 milhões por mês.

Não é hora para picuinhas políticas. É hora de todos os que amamos esta cidade darmos as mãos para enfrentarmos juntos a crise que ameaça Cubatão.”