Cava submersa no canal de Cubatão recupera ecossistema regional

Cava foi feita a 25 metros de profundidade e tem 400 metros de largura, nas margens de um manguezal no Largo do Casqueiro – Canal de Piaçaguera – para receber o passivo ambiental do início da exploração do Polo Industrial de Cubatão, há quase meio século. Os sedimentos contaminados depositados nela estavam no fundo de Piaçaguera, cuja navegabilidade foi ampliada. (Foto: G1)

Por causa do desastre humano e ecológico em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, Cubatão voltou ao noticiário, principalmente nas redes sociais, comparando a tragédia à Cava Subaquática em Cubatão. O município possui um reservatório de resíduos poluentes, que estiveram depositados no fundo do Canal de Piaçaguera desde os anos 1960, e a VLI, empresa responsável pela administração e operação exclusiva do Tiplam, esclarece que a cava submersa não apresenta risco ao ecossistema aquático, comunidade, fauna e flora da região, como sempre foi reforçado pelo órgão aprovador e fiscalizador competente – Cetesb – e comprovado pelos estudos exigidos pelos órgãos ambientais, para aprovação do projeto, e realizados pela empresa.

A escolha do método de dragagem foi amplamente discutida com a Cetesb durante o licenciamento do projeto, ao longo de mais de dez anos, e com base em avaliações dos maiores especialistas nacionais e internacionais sobre o tema. Além de todas as licenças operacionais e ambientais, a VLI mantém monitoramentos constantes, que são realizados por laboratórios especializados, para garantir a segurança das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. Estas análises, compartilhadas com todos os órgãos competentes, não apresentam nenhuma anomalia.

Ao longo de décadas, o Canal recebeu sedimentos e resíduos depositados por diferentes empresas que operavam na região à época. Esse material estava espalhado em uma área equivalente a 460 mil m2, em um ambiente inadequado, com riscos à população, à vida marinha e à flora. Ao assumir um compromisso em prol da eliminação desse passivo ambiental, já foram recolhidos do canal mais de 2,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos e rejeitos que hoje estão confinados na cava executada pela VLI, sem qualquer ameaça ao meio ambiente e à saúde pública. A cava será selada com cobertura de 1,5m de espessura. Assim, o material que antes estava espalhado pelo canal está totalmente encapsulado e em ambiente controlado.

A VLI investiu nos últimos anos R$9 bilhões em expansão de infraestrutura logística. Mais de um terço deste valor foi destinado ao Tiplam e à limpeza do Canal de Piaçaguera. Um outro benefício importante do projeto consistiu em proporcionar aos órgãos ambientais e à sociedade um regular controle e o monitoramento transparente dos sedimentos, da fauna e da água, através de coletas e análises frequentes feitas por laboratórios credenciados, no âmbito da licença ambiental sob responsabilidade da VLI. Além do benefício trazido pela iniciativa, a VLI, em linha com o seu compromisso de promover o desenvolvimento econômico e social em todos os lugares em que atua, a VLI apoia projetos sociais por meio de cursos de capacitação e formação de pescadores do entorno.

Cavas Subaquáticas e Brumadinho: nada a ver. Em nota divulgada pela Secretaria Municipal de Comunicação a Prefeitura de Cubatão ressaltou que houve “uma série de comentários tentando forçar uma ligação descabida entre os tristes fatos ocorridos em Minas Gerais e a construção de cavas subaquáticas no Canal de Piaçaguera, na divisa entre Cubatão e Santos”.

E continua: “São assuntos totalmente diferentes, o desmoronamento de barreira de rejeitos mineira e o aprofundamento controlado do canal de navegação paulista. O que vem sendo feito na Baixada Santista é a dragagem do leito do rio para que receba materiais retirados do próprio rio, permitindo seu aprofundamento e a ampliação de terminais portuários, assim favorecendo a economia regional com o aumento do comércio exterior.”

Relembra a Prefeitura, que o tema foi amplamente debatido com as autoridades ambientais e o público. Para o esclarecimento dos fatos, a Prefeitura de Cubatão esclarece que “não tem ingerência no processo de licenciamento dessas obras, mas promoveu audiências públicas com mais de 300 participantes e várias horas de duração (como a realizada no início de 2018, em 7 de fevereiro, na sede da Associação Comercial e Industrial de Cubatão – Acic, para a mais ampla troca de ideias e informações, inclusive com a participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – Comdema”.

Por fim, na mesma nota com o posicionamento oficial da Prefeitura, justifica que “as autoridades ambientais, particularmente a Cetesb, acompanham de perto os trabalhos nas cavas subaquáticas. Isto é feito para garantir que a região – conhecida como Vale da Vida por ter se tornado exemplo mundial de recuperação ambiental e ensinar na prática o conceito de sustentabilidade – continue mostrando que a proteção ambiental pode ser perfeitamente compatível com o desenvolvimento econômico e social.”

Governo do Estado realizará melhorias no Rubens Lara

Os apartamentos e sobrados construídos desde 2008, na região do Jardim Casqueiro, em Cubatão, são referência urbanística no país e no mundo. Foto: Internet.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado – CDHU destinará R$ 5 milhões para serviços de manutenção e reforma nas unidades habitacionais do conjunto Rubens Lara. A medida atende a reivindicação antiga das famílias que residem no núcleo e foi assunto da reunião que o prefeito Ademário Oliveira manteve na terça-feira (16) com o secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia (DEM). Participaram também do encontro, realizado na Capital, o deputado estadual Caio França (PSB), a secretária municipal da Habitação Andrea Maria de Castro, o vereador Ivan Hildebrando (PSB) e técnicos da CDHU.

Os pedidos de reparos nos prédios do Conjunto Rubens Lara, que é administrado pela CDHU, vão desde recuperação em revestimentos de paredes e infiltrações nos tetos até manutenção de sistemas elétrico, hidráulico e de saneamento. As queixas dos moradores têm sido encaminhadas com frequência à Prefeitura, o que levou o prefeito Ademário Oliveira a interferir diretamente junto ao Governo do Estado em busca de soluções para os problemas.

O conjunto Rubens Lara foi inaugurado em 2010, com objetivo de abrigar a 1.840 famílias transferidas das encostas da Serra do Mar pelo Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, do governo paulista. Na semana passada a CDHU iniciou as obras de mais 216 apartamentos, em quatro torres de 14 andares cada uma, na área do CSU / Parque do Trabalhador, no Jardim Costa e Silva.

Casa Paulista – Na mesma reunião, a Prefeitura obteve a garantia do Governo do Estado de que a cidade participará do Programa Casa Paulista. Este programa consiste na liberação de recursos estaduais para que sejam complementados investimentos em projetos habitacionais.

Segundo a secretária Andrea Maria de Castro, a Prefeitura destinará as verbas para os projetos desenvolvidos na Vila Esperança por meio do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. “Isso possibilitará uma redução significativa dos custos finais das unidades habitacionais, principalmente em uma área de solo inconsistente como é a Vila Esperança”, explicou.

Independência do Casqueiro é campeã pela décima vez consecutiva

Mestre Dão e a bateria com estilizados cocares indígenas

Mestre Dão e a bateria com estilizados cocares indígenas

O prêmio de R$ 90 mil da Prefeitura de Cubatão ficou para a escola de samba Independência do Casqueiro, que obteve 167,75 pontos e conquistou o seu deca-campeonato (dez vezes campeã consecutivamente), com o enredo ‘E o Povo Começa a Cantar!’, apresentando a emoção que o canto provoca nas pessoas, desde a alvorada anunciada pelo galo na madrugada, aos corais das igrejas e ao som ritmado dos indígenas. Assim que foi anunciado o resultado do desfile das escolas de samba de Cubatão, realizado na noite de sábado (14) na Avenida Beira Mar, no Jardim Casqueiro, sambistas e simpatizantes ecoaram o grito “Não tem pra ninguém”. A apuração aconteceu no Centro Esportivo Romerão, segunda-feira (16).

O segundo lugar ficou com a Escola de Samba Unidos do Morro, que obteve 163,25 pontos, e a terceira colocada foi a Nações Unidas, com 160,75 pontos. O vice-campeonato escapou da Nações Unidas por causa de quatro pontos que a agremiação perdeu por não ter cumprido exigências com relação às dimensões de dois carros alegóricos. A Unidos do Morro perdeu um ponto devido a atrasos na chegada de um carro alegórico.

Não coube qualquer contestação à conquista da Independência, porque além de não ter obtido nenhuma punição, conquistou a nota máxima (10) em seis dos nove quesitos: fantasia, alegoria, comissão de frente, samba-enredo, enredo e mestre-sala e porta-bandeira. Em evolução teve média 9,12; em harmonia, 9,87 e, em bateria, 9,75.

“Desfilar na Capital”

Presidente da agremiação há 9 anos,  e um dos fundadores da escola, Severino Batista, o Tatai, estava emocionado. “Este ano foi uma conquista diferente, pois o décimo título consecutivo representa um estandarte de ouro”, disse.

O enredo da escola ajudou bastante no planejamento e desenvolvimento das alas. E um dos destaques do desfile da Independência ficou por conta de uma ala homenageando o disco de vinil, com os figurantes de cabelo black power; fantasias com notas musicais, anjos cantores, pássaros, canto de independência dos negros e as tradicionais rodas de samba, além da bateria do Mestre Dão, que se apresentou com seus componentes usando estilizados cocares indígenas.

O vice-presidente da escola, Evilásio Santana, declarou que “o Carnaval de Cubatão já ficou pequeno demais para a gente. Nós temos completas condições de disputar o grupo de acesso da Capital, por exemplo”.

Estandarte

A premiação do tipo ‘Estandarte de Ouro’ não existe oficialmente em Cubatão, mas a possibilidade de sua criação, no futuro, não foi afastada pelo secretário municipal de Cultura, Welington Borges, que presidiu os trabalhos de apuração. Ele se mostrou satisfeito com o desfile oficial deste ano – que, conforme explicou, apresentou menos dificuldades do que no ano passado devido a algumas novidades, como a inversão no sentido do desfile, realizado na Avenida Beira-Mar, no Jardim Casqueiro: “Isso eliminou problemas para a chegada das escolas e na área de dispersão”.

Welington elogiou o trabalho harmônico das vários setores da Prefeitura, o que – a seu ver – contribuiu muito para o sucesso do carnaval deste ano.

A apuração foi acompanhada também pelo secretário municipal de turismo, Tico Barbosa, e por representantes da União das Escolas de Samba do Estado de São Paulo (UEESP). A Unidos dos Morros receberá o prêmio de R$ 60 mil, pelo segundo lugar, enquanto a Nações Unidas ficará com R$ 30 mil pela terceira colocação.