Independência do Casqueiro é campeã pela décima vez consecutiva

Mestre Dão e a bateria com estilizados cocares indígenas

Mestre Dão e a bateria com estilizados cocares indígenas

O prêmio de R$ 90 mil da Prefeitura de Cubatão ficou para a escola de samba Independência do Casqueiro, que obteve 167,75 pontos e conquistou o seu deca-campeonato (dez vezes campeã consecutivamente), com o enredo ‘E o Povo Começa a Cantar!’, apresentando a emoção que o canto provoca nas pessoas, desde a alvorada anunciada pelo galo na madrugada, aos corais das igrejas e ao som ritmado dos indígenas. Assim que foi anunciado o resultado do desfile das escolas de samba de Cubatão, realizado na noite de sábado (14) na Avenida Beira Mar, no Jardim Casqueiro, sambistas e simpatizantes ecoaram o grito “Não tem pra ninguém”. A apuração aconteceu no Centro Esportivo Romerão, segunda-feira (16).

O segundo lugar ficou com a Escola de Samba Unidos do Morro, que obteve 163,25 pontos, e a terceira colocada foi a Nações Unidas, com 160,75 pontos. O vice-campeonato escapou da Nações Unidas por causa de quatro pontos que a agremiação perdeu por não ter cumprido exigências com relação às dimensões de dois carros alegóricos. A Unidos do Morro perdeu um ponto devido a atrasos na chegada de um carro alegórico.

Não coube qualquer contestação à conquista da Independência, porque além de não ter obtido nenhuma punição, conquistou a nota máxima (10) em seis dos nove quesitos: fantasia, alegoria, comissão de frente, samba-enredo, enredo e mestre-sala e porta-bandeira. Em evolução teve média 9,12; em harmonia, 9,87 e, em bateria, 9,75.

“Desfilar na Capital”

Presidente da agremiação há 9 anos,  e um dos fundadores da escola, Severino Batista, o Tatai, estava emocionado. “Este ano foi uma conquista diferente, pois o décimo título consecutivo representa um estandarte de ouro”, disse.

O enredo da escola ajudou bastante no planejamento e desenvolvimento das alas. E um dos destaques do desfile da Independência ficou por conta de uma ala homenageando o disco de vinil, com os figurantes de cabelo black power; fantasias com notas musicais, anjos cantores, pássaros, canto de independência dos negros e as tradicionais rodas de samba, além da bateria do Mestre Dão, que se apresentou com seus componentes usando estilizados cocares indígenas.

O vice-presidente da escola, Evilásio Santana, declarou que “o Carnaval de Cubatão já ficou pequeno demais para a gente. Nós temos completas condições de disputar o grupo de acesso da Capital, por exemplo”.

Estandarte

A premiação do tipo ‘Estandarte de Ouro’ não existe oficialmente em Cubatão, mas a possibilidade de sua criação, no futuro, não foi afastada pelo secretário municipal de Cultura, Welington Borges, que presidiu os trabalhos de apuração. Ele se mostrou satisfeito com o desfile oficial deste ano – que, conforme explicou, apresentou menos dificuldades do que no ano passado devido a algumas novidades, como a inversão no sentido do desfile, realizado na Avenida Beira-Mar, no Jardim Casqueiro: “Isso eliminou problemas para a chegada das escolas e na área de dispersão”.

Welington elogiou o trabalho harmônico das vários setores da Prefeitura, o que – a seu ver – contribuiu muito para o sucesso do carnaval deste ano.

A apuração foi acompanhada também pelo secretário municipal de turismo, Tico Barbosa, e por representantes da União das Escolas de Samba do Estado de São Paulo (UEESP). A Unidos dos Morros receberá o prêmio de R$ 60 mil, pelo segundo lugar, enquanto a Nações Unidas ficará com R$ 30 mil pela terceira colocação.

Largo do Sapo pode se tornar Largo da Cultura

Prefeita Marcia Rosa se compromete com artistas cubatenses

Prefeita Marcia Rosa se compromete com artistas cubatenses

Durante as comemorações dos 482 anos da Fundação do Povoado de Cubatão, com ato solene na Praça Coronel Joaquim Montenegro (Largo do Sapo), na tarde de terça-feira (10), houve pronunciamento de autoridades do Município e a equipe do Teatro do Kaos, com figurinos de época, encenou o momento em que Martim Afonso de Souza doou a Rui Pinto a área que viria a se transformar no município, séculos depois.

A carta que registra a doação, datada de 10 de fevereiro de 1533, menciona pela primeira vez o nome Cubatão. “Esta é uma data significativa já que reafirma a nossa cidadania”, afirmou o secretário de Cultura, Welington Ribeiro Borges. Mas ele fez questão de desmistificar um fato histórico: apesar de receber a doação das terras, Rui Pinto nunca residiu na cidade. “Aqui, no Largo do Sapo, ficava o porto geral, que fazia a ligação do Planalto com o porto de São Vicente e, posteriormente, com o porto de Santos”.

Segundo Borges, apenas no final do século XVIII o local foi ganhando contornos de um povoado. “Em 1754, para ligar São Paulo ao porto de Santos, foi entregue a Calçada do Lorena, que ainda hoje conta com um trecho de 1.500 metros na serra. Temos sempre de conhecer para valorizar nossa história”.

Preservação – A prefeita Marcia Rosa (PT) informou que continuam as tratativas para garantir a preservação do Largo do Sapo e das casas que resistiram ao longo de décadas ao pesado tráfego de veículos que passa pelo local. “O primeiro porto geral do País precisa ser reconhecido. Temos uma história que deve ser preservada. Aqui surgiu a certidão de nascimento de Cubatão”.

Marcia Rosa disse que pretende transformar o largo em um espaço cultural, um ponto de encontro de quem produz e consome arte e cultura. Mas para isso seria preciso desapropriar os imóveis históricos, hoje nas mãos de particulares. Ela espera sensibilizar os proprietários no sentido de que doem a área ao município.

Também participaram do ato solene o vice-prefeito Donizete Tavares do nascimento, secretários municipais e vereadores. A performance do Teatro do Kaos teve a participação e direção de Lourimar Vieira, que durante a semana havia divulgado pelo Facebook um manifesto em defesa da preservação do Largo do Sapo. Nesse documento aos usuários dessa rede social importante, Lourimar alerta para o local, que também abriga o único teatro da cidade de Cubatão (o Teatro do Kaos), “símbolo de luta e resistência cultural”, que está em risco diante da possibilidade da destruição pelo grande volume de caminhões com containers.

“Reivindicamos a prefeita, a preservação do local, desapropriando as casas tombadas, para transformar o Largo do Sapo em Largo da Cultura”, acentua Lourimar Vieira.

Texto do manifesto, “A árdua luta da Cultura”

“Em São Paulo há muitos anos, Zé Celso vem brigando com Silvio Santos que quer no lugar do Teatro Oficina construir um shopping. Aqui em Cubatão a muitos anos estamos lutando para permanecer no Largo do Sapo. Desde 2008 funcionam alguns pátios de containers no Largo do Sapo. Vocês são testemunhas do quanto esses caminhões prejudicam aquele local que é tombado pelo patrimônio histórico. Já fizemos diversas matérias para Tv e Jornal. Graças a isso e aos abaixo assinado, já conseguimos meia vitória. Aqueles caminhões bi-trem que viravam e entravam naquela rua sem saída ao lado do Teatro do Kaos, não entram mais alí. Eles segue reto e lá no final próximo ao cemitério é que viram a direita. Vocês alunos e equipe do teatro, são testemunha que aquela virada a direita logo depois do teatro era o motivo pelo qual sempre abria uma cratera na rua. 
A prefeita Marcia Rosa manifestou interesse em comprar todas aquelas casas da praça onde fica nossa sede (as casas da praça são da empresa Itororó). A ideia é transformar o Largo do Sapo no complexo cultural com performances, comidas típicas e feira de artesanato aos domingos. É um sonho antigo ver aquele local preservado e respirando cultura. 
Já conseguimos uma meia vitória. Agora nossa luta é que os caminhões não passem mais na Praça (Largo do Sapo). Como vocês podem ver ao lado da praça tem um terreno bem grande por onde entravam os carros para o posta de gás (o posto GNV fechou) e é hora de lutarmos para desviar o tráfego de caminhões para passar pelo terreno ao lado da praça (que era um compromisso inicial dos donos de empresas do local).
No dia 10/2/2015 as 14h o Teatro do Kaos irá fazer uma Performance na Praça em comemoração aos 482 anos da Fundação do Povoado de Cubatão. Nessa ocasião a prefeita estará no local e vamos entregar pra ela o abaixo assinado e reivindicar os fatos supra citados. A prefeita esteve na apresentação da encenação “Caminhos da Independência” e manifestou interesse em comprar as casinhas e transformar o local em Largo da Cultura.
Nesta terça feira estarei vestido de Martim Afonso de Souza e ele “Martim Afonso” irá doar a Rui Pinto as terras de Cubatão. Essa performance comporta muita gente. Conto com vocês. Quanto mais gente melhor. A união faz a força. Vamos lá equipe (professores, alunos). Conto com vocês para mobilizarem os alunos. É importante a presença de todos. Se nos mostrarmos unidos, venceremos. 
A performance será na terça feira 10/2 as 14h. Imagino todos os professores e alunos com figurinos de época, andando pela praça para receberem os convidados.”

Folia começa neste domingo (8 de fevereiro)

Bloco Tô Virado abre carnaval cubatense

Bloco Tô Virado abre carnaval cubatense

Secretaria de Cultura cubatense organizou programação que se inicia neste domingo (8), até domingo que vem, dia 15 de fevereiro; moradores de vários núcleos da cidade vão poder participar da folia

Moradores de Cubatão terão a oportunidade, este ano, de voltar aos carnavais de antigamente com o Desfile de Blocos em vários núcleos residenciais da cidade. A programação tem início neste domingo (8) e se estenderá até domingo que vem, com a festança pelos núcleos cubatenses começando às 13 horas, com o Bloco Carnavalesco “Tô Virado”, que levará alegria para as ruas do Jardim Casqueiro, com concentração na Praça da Independência.

Ainda neste domingo, às 15h, o “Sem Kerer” agita a Vila Nova. O ponto de encontro é na rua XV de Novembro, esquina com a Avenida Nações Unidas. O Sem Kerer existe de 2002 e promete levar pelo menos 200 integrantes para este desfile.

Na quinta-feira (11), a folia vai ser com o “Bloco Zanzaqui”. Com concentração às 19h, na Avenida Brasil, 763. O desfile segue até a Avenida Beira Mar. A proposta é fazer a folia com marchinhas carnavalescas. A inspiração para o nome, Zanzaqui, veio do mais ilustre escritor cubatense, Afonso Schmidt, e sua obra de ficção, “Zanzalá”, uma novela que retrata uma cidade ideal do futuro, Cubatão, que – mesmo dominada pela ciência e pela técnica – não se deixa absorver pelas máquinas devido à arte. O nome é uma brincadeira: ao invés de Zanza-lá é Zanza-aqui.

As camisetas do bloco custam R$20,00 e podem ser adquiridas em dois pontos de venda: Bar Veraneio (Jardim Casqueiro) e Café Sunshine (Rua Embaixador Pedro de Toledo, 483, Centro).

No domingo que vem, dia 15, a festa será na Vila dos Pescadores. Às 13h, o “Cidade de Madeira” espalha alegria pelas ruas do núcleo, seguindo até à noite. E das 14h às 17h30, é a vez do bloco carnavalesco o “Siri na Lata” que percorre as ruas da Vila com seus integrantes.

Desfile Oficial

Esse é apenas o “esquenta” para o Desfile Oficial das Escolas que acontece sábado (14), a partir das 20h00, na Av. Beira Mar, no Jardim Casqueiro, na Passarela do Samba Mestre Lú. E após a apresentação da Unidos do Morro, Independência e Nações Unidas, haverá apuração do Desfile Oficial na segunda-feira de Carnaval, dia 16, no Centro Esportivo Romerão (Rua Embaixador Pedro de Toledo, 368), às 18h.

Matinê

Para o secretário de Cultura, Welington Borges, “os velhos tempos do Carnaval estão de volta a Cubatão”: há alguns anos, a cidade promove as tradicionais matinês carnavalescas. É a oportunidade da criançada aproveitar a festa de Momo. Será de domingo (15) a terça-feira (17), das 15h às 22h, no Novo Anilinas (Av. Nove de Abril, s/nº). Vai ter apresentação das Bandas Metrópolis, Apocalypse e Turma da Folia. Meninos e meninas também poderão participar do Concurso de Fantasias, uma maneira de incentivar os pequenos a se arrumarem especialmente para o Carnaval, mantendo viva a tradição.