Hospital voltará a atender com gestão da Usiminas

A previsão é de que o hospital funcione no início de dezembro deste ano.

O primeiro passo concreto para a reabertura do Hospital Municipal de Cubatão foi dado na última quarta-feira (11), com a assinatura do contrato de concessão da Prefeitura com a Fundação São Francisco Xavier – FSFX, que é o braço social da Usiminas nas áreas de saúde e educação. A entidade foi a vencedora da licitação para gerenciar o complexo hospitalar cubatense nos próximos cinco anos.

Ontem (quinta-feira), em pleno feriado nacional, o prefeito Ademário Oliveira e o vice-prefeito Pedro de Sá acompanharam diretores e técnicos da FSFX e da secretaria municipal da Saúde, para anunciar que o trabalho de adequação sanitária da unidade hospitalar fechada desde fevereiro e a adaptação do anexo do prédio (antigo Teatro Municipal) devem começar nesta sexta-feira (13).

A Fundação da Usiminas investirá R$ 9,3 milhões para transformar o Hospital num centro de excelência de atendimento à saúde, prometendo reabri-lo ao atendimento da população até o dia 4 de dezembro, com 75 leitos e previsão de mais 50 leitos de convênio, 25 especialidades e serviços de Traumatologia, Maternidade, Centro Cirúrgico e de Terapia Intensiva. Dessa maneira Cubatão terá novamente o seu hospital geral e maternidade, voltado para atendimentos de média complexidade.

Empregos diretos Quando estiver funcionando com todos os serviços, a unidade hospitalar vai gerar cerca de 560 empregos diretos, cuja seleção será feita prioritariamente pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador – PAT, sem contar o corpo clínico. Nesta primeira fase de contratações, há chances para 39 funções diferentes. As vagas vão desde assistente administrativo, recepcionista, laboratorista, roupeiro até técnico de enfermagem, este com o maior número de oportunidades: serão 67 contratações. Para todas as vagas, porém, há exigência mínima de 6 meses de experiência. Os currículos – com números do PIS ou NIT – serão recebidos nestas 2.ª e 3.ª feiras (16 e 17), das 8h às 17h, no PAT de Cubatão, na Rua Doutor Fernando Costa, 1096 – Vila Couto. Mais informações pelos telefones (13) 3361 5504 e 3372 5900.

Novos serviços O Hospital Municipal Dr. Luiz de Camargo da Fonseca e Silva, em Cubatão, fará parte, nessa nova fase da administração da saúde local, de um complexo de atenção à população cubatense. Porque com a anexação do prédio do teatro vai aumentar o espaço físico e, aliado ao investimento e experiência da Fundação São Francisco Xavier, será possível a implantação de serviços de alta complexidade, tais como tratamento em câmara hiperbárica, hemodiálise e quimioterapia para pacientes de oncologia.

Fundação capaz A FSFX tem como diferencial a experiência em gestão hospitalar, por meio das unidades próprias em Ipatinga e Itabira (ambas em Minas Gerais). Administra há mais de 50 anos o Hospital Márcio Cunha, que atualmente conta com 543 leitos em duas unidades, além de uma terceira exclusiva para o tratamento de pacientes com câncer, sendo referencia para cerca de 800 mil habitantes em mais de 35 municípios do Leste e de Minas Gerais. Em 2016, a Fundação assumiu a gestão do Hospital Municipal Carlos Chagas, em Itabira.

Possui também mais 4 unidades de negócio: o Colégio São Francisco Xavier, a operadora de planos de saúde Usisaúde, o Centro de Odontologia Integrada e o Serviço de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente – Vita. “Somos referência para cerca de 800 mil habitantes em mais de 35 municípios do Leste de Minas Gerais (Vale do Aço)”, ressaltou o diretor executivo da Fundação, Luís Márcio Araújo Ramos.

“Um novo tempo começará para o Hospital de Cubatão e usuários da região. Não podemos aceitar nada que não seja oferecer o melhor que pudermos em gestão eficiente e know-how em saúde pública. Por isso, um hospital, que já era referência une-se a uma marca referência nacionalmente, expandindo suas fronteiras. Cumpriremos nossa responsabilidade com a comunidade, adaptando a estrutura, modernizando os serviços, oferecendo equipamentos ideais e profissionais focados na excelência e humanização do atendimento”, conclui o diretor Luís Ramos.

Meritocracia Para o prefeito Ademário Oliveira, a fundação da Usiminas “foi contemplada por meritocracia. Com este ato, consolidamos uma reabertura sustentável”, disse para uma plateia formada por secretários municipais, diretores, vereadores, líderes comunitários e profissionais da Saúde.

Abner Moreira de Araujo Junior – Superintendente do Hospital de Cubatão, Ademário da Silva Oliveira – Prefeito, Luís Márcio Araújo Ramos – Diretor Executivo da Fundação São Francisco Xavier e Italo Quidicomo – Gerente Geral de Recursos Humanos da Usiminas.
Foto: Ian Lopes

Prefeitura pode urbanizar a Vila dos Pescadores

Comunidade espera faz tempo que o projeto saia do papel. Foto: Raimundo Rosa

Depois de muitos anos de espera, o projeto de urbanização e construção de novas unidades habitacionais na Vila dos Pescadores venceu, na última semana, mais uma etapa com a aprovação da Licença Ambiental de Instalação (LI) pelo Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab), órgão do governo do Estado de São Paulo.

Agora depende da transferência da titularidade da área de 2.817.000 m² da União para o município de Cubatão. De acordo com a secretária Municipal de Habitação, Andrea Maria de Castro, o Serviço de Patrimônio da União (SPU) deverá concluir a regularização fundiária em, no máximo, cinco meses.

“O Cartório de Registro de Imóveis de Cubatão solicitou a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) e da área do projeto habitacional”, explicou Andrea Maria, garantindo que “as duas exigências estão sendo providenciadas e em fevereiro ou março de 2018 a área da Vila dos Pescadores já estará em nome do município de Cubatão”.

Recursos – O último obstáculo para o início das obras de urbanização da Vila dos Pescadores e da construção de novas unidades habitacionais, será a captação de recursos junto ao Ministério das Cidades. “Isso porque, explica a secretária de Habitação, em 2015 a administração anterior não cumpriu as exigências e perdeu prazos e recursos”.

Vila Esperança – Por outro lado, a secretária Andrea Maria de Castro informou que a Prefeitura está promovendo chamamento público para a definição da empresa que vai executar as obras de infraestrutura e construção de novas unidades habitacionais na Vila Esperança que já tem a Licença Ambiental de Instalação (LI).

De acordo com a secretária, quatro empresas estão selecionadas para atender o chamamento público. A empresa vencedora será contratada diretamente pela Caixa Econômica Federal, que financia o empreendimento.

Diferentemente da Vila dos Pescadores, os recursos da ordem de R$ 577 milhões para as obras da Vila Esperança foram mantidos e a primeira das quatro etapas do projeto deverá ser iniciada no segundo semestre de 2018.

Histórico da Vila dos Pescadores – O projeto habitacional de urbanização da Vila dos Pescadores, que não sai do papel desde 2006, quando houve o cadastramento das famílias residentes no local, prevê o atendimento de 3 mil delas.

Nesse período, antes do atual prefeito Ademário Oliveira (PSDB), Clermont Castor (PL) e Marcia Rosa (PT) enfrentaram problemas no projeto, devido à demora da autorização ambiental, repasse da área pela União e da preservação das verbas que um dia foram previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

Como aconteceria – Da mesma forma que a Prefeitura planejou para a urbanização da Vila Esperança, o projeto habitacional na Vila dos Pescadores seria realizado por etapas. Primeiro, um grupo de famílias será reassentado em um conjunto habitacional, e suas antigas moradias demolidas, abrindo uma clareira para permitir o início das obras de urbanização e construção habitacional.

Então, outro grupo de famílias é transferido para essas moradias, abrindo uma segunda clareira para a continuidade das obras. Os moradores residentes em locais em que seja possível a permanência serão mantidos em suas casas.

A urbanização também prevê melhorias, como arruamentos, novos equipamentos públicos de saúde e educação, iluminação pública e saneamento básico.

Conforme o projeto original, que a essa altura do campeonato e das dificuldades financeiras do país, seriam cinco etapas: a primeira fase, erguerá 758 unidades habitacionais. A segunda, prevê a construção de 945 moradias; 633 unidades serão construídas na terceira fase; 365 na quarta e, por fim, 66 na quinta fase.

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