Boca do Povo

Não há caras novas nessa foto. Restam 10 secretários desde a posse em 1.º de janeiro de 2017.

Reforma à vista

Nos últimos dias o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) vem se reunindo com os vereadores para decidir em conjunto a reforma do secretariado municipal – ilustração do anúncio da equipe feita no final de 2016, antes de assumirem os cargos em 1.º de janeiro de 2017. O vereador Ricardo Queixão (PDT) soltou o verbo no “Jornal da Cidade” da Rádio Visão FM: “Terão novos comandantes as secretarias de Manutenção, Cultura, Educação, Emprego e Esportes”, sentenciou o pedetista em resposta ao ouvinte Ivo da Banca.

Sem prazo

Combinações à parte, especulou-se que o Secretário de Governo, Cesar Nascimento, deixaria de acumular a secretaria de Comunicação, porque o PPS já abocanhou essa área estratégica da administração e está indicando o publicitário Fabiano Caldeira, com larga atuação na TV Tribuna e no Ministério da Cultura em Brasilia.

Escutou

O PPS local juntou o deputado federal Roberto Freire e o ex-vereador de Santos, Marcelo Del Bosco, para apadrinhar e garantir que a nomeação de Caldeira saia logo dos bastidores para a ação. Se confirmar será uma Benção, porque parece que essa indicação caiu do céu. O governo municipal precisa profissionalizar o comando dessa área.

Camisa de força

Ninguém arrisca citar nomes de possíveis novos secretários. Isso porque os vereadores estão com a faca e o queijo nas mãos, desde o início do atual governo municipal. Ninguém entra e ninguém sai sem o aval da Câmara, razão da maioria absoluta do prefeito Ademário, do PSDB ao PT, tá tudo junto e misturado… #SimplesAssim

1 salário

Comenta-se nos bastidores que a economia feita pela Prefeitura com o acúmulo de cargos por alguns secretários está custando caro no imaginário popular: muita gente pensa que quando um secretário acumula mais de uma secretaria ele ganha mais de um salário. Isso não é verdade!

MP de olho…

O fato do governo municipal não se preocupar em definir titulares para as secretarias com interinos, casos de Emprego, Esportes, Educação, Cultura, Auditoria e Comunicação, há mais de um ano, pode despertar uma ação do Ministério Público. Afinal, qual a necessidade dessas secretarias? Não é melhor fazer a fusão delas e reduzir o organograma da Prefeitura?

Bons nomes

Não é por falta de sugestões de nomes de gente capaz e comprometida com a recuperação de Cubatão, que o prefeito Ademário não fará mudanças pra valer nas estruturas da cidade.

Bigode em ação

O ex-vereador Francisco Leite “Bigode” estava no Pronto Socorro Municipal na noite desta quinta-feira (3), enquanto fechávamos esta edição do jornal, mostrando a sua solidariedade com o grande número de pessoas maltratadas pelo pessoal contratado pela OSS Alpha, segundo ele, em vídeo enviado à coluna. E deixou uma acusação a mais no ar: “recebem dinheiro público para prestar um serviço de qualidade e isso não vem acontecendo”.

Alô, Prefeito!

Bigode explica que rotineiramente passa pela porta do PS e quase sempre faz uma visita de fiscalização. Nessa noite ele resolveu chamar o prefeito Ademário, para que viesse testemunhar o descaso com o atendimento e o jornal apurou que ele atendeu ao chamado de seu colaborador. Não houve tempo de registrar essa visita.

Quem é?

Para quem não sabe a motivação de Bigode nesse trabalho de fiscalização, além do seu conhecido espírito público, ele é funcionário de carreira da Câmara Municipal e atualmente está à disposição do gabinete do prefeito. Precisa mais?

Paulo Corrêa

O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior esteve em Cubatão na véspera do Dia do Trabalho. Primeiro foi conversar ao vivo com Luiz Roberto “Raposa”, no seu “Jornal da Cidade” pela Rádio Visão FM. Depois manteve reunião com o presidente da Associação Casa da Esperança, o comerciante Hermes Balula, e o médico Maurici Aragão, que é pré-candidato a deputado federal nas próximas eleições.

Sítio Areais

Destaque da semana passada na mídia local, o estado de abandono do Sítio dos Areais, que abriga o desativado Aterro Sanitário Controlado de Cubatão, mereceu o silêncio total da classe política cubatense. Parece que o assunto não lhes diz respeito, justamente quando a área é citada no novo Plano de Destinação de Resíduos Sólidos da Baixada Santista, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT ligado à Universidade de São Paulo – USP.

Lixo

Cubatão já foi o único dos 9 municípios da região a ter um local preparado para receber e tratar do lixo produzido na cidade e no Polo Industrial. Depois da implantação do aterro regional, no Sítio das Neves, na área continental de Santos, que tem vida útil até o próximo ano de 2019, Cubatão vem pagando como a maioria dos demais para depositar seu lixo lá.

Perguntar não ofende

Se Cubatão pode cuidar dos seus resíduos aqui, economizar e ainda ter uma central de reciclagem regional, gerando recursos para ações locais, porque a Prefeitura não prioriza esse assunto?

Fim da greve no Hospital Municipal de Cubatão

Paulo Pimentel, presidente do SintraSaúde, considerou uma conquista importante da categoria: "Alertamos sobre o compromisso dos governos prioritariamente com a Saúde"

Paulo Pimentel, presidente do SintraSaúde, considerou uma conquista importante da categoria: “Alertamos sobre o compromisso dos governos prioritariamente com a Saúde”

Chegou ao fim a greve dos trabalhadores do Hospital Municipal de Cubatão, na noite desta quinta-feira (14). A decisão foi anunciada pelo presidente do SintraSaúde, Paulo Pimentel, que aguardava a confirmação dos recebimentos relativos ao dissídio da categoria, retroativos a outubro de 2015.

A administração municipal recebeu uma verba de R$ 5 milhões do Governo Federal e a quantia foi repassada à Associação Hospitalar Beneficente do Brasil – AHBB, Organização Social – (OS) responsável por administrar o hospital. A entidade começou a efetivar os pagamentos dos salários atrasados, depositando integralmente, inclusive os valores correspondentes ao dissídio.

Para o dirigente sindical, Paulo Pimentel, o resultado desse “movimento pacífico dos trabalhadores da Saúde de Cubatão foi vitorioso. E estamos muito agradecidos por esse comportamento da nossa categoria, que não podia mais suportar esse descaso. Cabe aos governos manter a Saúde e o nosso movimento serviu de alerta para as autoridades responsáveis por isso”, enfatizou.

Escala de trabalho – o SintraSaúde já havia acompanhado a organização das escalas previstas para a noite desta quinta-feira, a partir das 19h00, com a retomada dos serviços. Mas em função da demora na confirmação dos valores nas contas, a categoria decidiu voltar às atividades a partir das 7h00 da manhã desta sexta-feira, começando a normalizar o atendimento à população.

Paulo Pimentel declarou que o SintraSaúde acompanhará de perto o retorno ao trabalho, depois de 30 dias de greve, “para garantir que não haja nenhum tipo de assédio moral ou perseguição dos trabalhadores, que exercitaram um direito nada mais do que justo, diante da situação no município de Cubatão”.

Tirar hospital da UTI – Oito dos 11 vereadores da Câmara Municipal de Cubatão estiveram na tarde da última quarta-feira (13), em uma audiência na Casa Civil do Estado, onde foram recepcionados pelo secretário-Chefe, Samuel Moreira da Silva. Aguinaldo Araújo e Ricardo Queixão (PDT), Doda (PSB), Dinho (SDD), Fábio Inácio e Jair do Bar (ambos do PT) e César e Ademário (PSDB) pediram ajuda ao Governo do Estado para a manutenção do Hospital Modelo, que vem passando por grave crise financeira.

Os vereadores levaram consigo a proposta, de que o estado administre 80 (50%) dos leitos do complexo de saúde, deixando assim a outra metade, por parte da Administração Municipal. O presidente da Câmara, o vereador Aguinaldo Araújo (PDT) diz ter ficado esperançoso com o resultado dessa reunião. “As expectativas são boas. O legislativo está fazendo a parte dele para que tudo possa ser resolvido da melhor forma possível”.

Já o vereador César Nascimento (PSDB) disse que a resolução do problema do Hospital é uma questão de diálogo. “Vamos apresentar a nossa proposta e as necessidades do povo de Cubatão. Acreditamos que o Governo do Estado esteja aberto à negociação, já que estamos falando não só dos funcionários, que estão com seus proventos atrasados, mas também de vidas, já que este é um hospital de porte regional”, explica.

Prefeita – A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), também foi até a Casa Civil do Estado, para participar da reunião. Porém, a petista não foi junto com o grupo de vereadores, mas sim com outra comitiva, dentre os quais estava presente o secretário municipal de Saúde, Benjamin Lopes.

Durante o encontro, os representantes do governo estadual garantiram agilizar a liberação de uma verba de R$3 milhões, além do repasse de mais R$6 milhões relacionados ao Fundo Metropolitano, por meio da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem).

O Hospital Municipal de Cubatão custa mensalmente R$ 4,4 milhões e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O município é responsável por 83% do custeio do sistema de saúde local, enquanto o Governo Federal contribui com cerca 17% e o Governo do Estado com 0,13%.

Ainda em São Paulo, na quarta-feira, Marcia Rosa (PT) não escondia a expectativa do fim da greve da categoria, iniciada em 21 de junho. Em audiência com o secretário estadual da Casa Civil, Samuel Moreira, a prefeita pediu recursos do Estado ao deputado estadual Paulo Correia Jr. (PEN), para ajudar a manter o hospital.

Vereadores cubatenses encontram Secretário da Habitação

Secretário da Habitação do Estado recebe comitiva cubatense

Secretário da Habitação do Estado recebe comitiva cubatense

O presidente da Câmara, Aguinaldo Araújo (PDT), juntamente com os vereadores Ademário da Silva Oliveira (PSDB), César Nascimento (PDT), Dinho Heliodoro (SDD), Ivan Hildebrando (PDT) e Jair Ferreira (PT), o Jair do Bar, se reuniram terça-feira (03) com o secretário de Estado da Habitação, Nelson Baeta Neves Filho, na Capital. Também participaram do encontro uma comissão de moradores dos bairros Vila Teimosa, Pilões e Vila Noel, além de representantes da administração municipal. Na pauta, a situação desses núcleos habitacionais que em breve serão extintos.

Indagado pelos vereadores sobre a possibilidade de alguma ajuda financeira para os moradores do Pilões, que sofrem constantemente com as enchentes e precisam deixar o local, Baeta foi enfático ao afirmar que novos auxílios-moradia não serão concedidos. “O esforço é para investir todos os recursos na produção de moradias”. Dinho disse entender a realidade fiscal do estado, mas afirmou que é uma questão de humanidade. “Trata-se de uma situação limite, precisamos evitar uma nova tragédia”.

Ademário lembrou que em 2013 o governador Geraldo Alckmin prometeu que em dois anos essa situação do Pilões estaria resolvida. Naquele ano, o núcleo habitacional sofreu uma das piores enchentes da história. O vereador ainda criticou a postura da prefeitura que, em vez de doar terrenos ao estado para execução de casas, prefere vendê-los.

Baeta admitiu que o governo do estado encontra dificuldades para encontrar terrenos na Baixada Santista para construir moradias. O secretario disse que é preciso estabelecer parcerias com as prefeituras locais a fim de que se criem condições favoráveis para execução das obras. O programa “Minha Casa Minha Vida” também é apontado por Baeta como alternativa para o problema do déficit habitacional no estado.

Sobre a Vila Teimosa, área reintegrada à posse do Estado recentemente, quinze famílias hoje estão cadastradas pelo Programa Serra do Mar. No entanto, existem mais trinta que deveriam ter sido incluídas. Uma sugestão feita pelos vereadores é que essas pessoas possam ser inseridas no Litoral Sustentável ou mesmo no projeto que contempla a Vila Noel.

O secretário afirmou que precisa analisar o caso da Vila Teimosia. Ele se comprometeu em dar uma resposta nas próximas semanas. Para Ivan, “é legítimo inserir essas famílias no Programa Serra do Mar”. Baeta também prometeu estudar a possibilidade acelerar o cronograma de obras para construção de novas moradias.

Em sua intervenção, a diretora da Secretaria Municipal de Habitação, Carolina Correia Rosa, demonstrou preocupação com a ideia de inserção de novas famílias no projeto da Vila Noel, o que, segundo ela, poderia inviabilizar todo projeto.