Fim da greve no Hospital Municipal de Cubatão

Paulo Pimentel, presidente do SintraSaúde, considerou uma conquista importante da categoria: "Alertamos sobre o compromisso dos governos prioritariamente com a Saúde"

Paulo Pimentel, presidente do SintraSaúde, considerou uma conquista importante da categoria: “Alertamos sobre o compromisso dos governos prioritariamente com a Saúde”

Chegou ao fim a greve dos trabalhadores do Hospital Municipal de Cubatão, na noite desta quinta-feira (14). A decisão foi anunciada pelo presidente do SintraSaúde, Paulo Pimentel, que aguardava a confirmação dos recebimentos relativos ao dissídio da categoria, retroativos a outubro de 2015.

A administração municipal recebeu uma verba de R$ 5 milhões do Governo Federal e a quantia foi repassada à Associação Hospitalar Beneficente do Brasil – AHBB, Organização Social – (OS) responsável por administrar o hospital. A entidade começou a efetivar os pagamentos dos salários atrasados, depositando integralmente, inclusive os valores correspondentes ao dissídio.

Para o dirigente sindical, Paulo Pimentel, o resultado desse “movimento pacífico dos trabalhadores da Saúde de Cubatão foi vitorioso. E estamos muito agradecidos por esse comportamento da nossa categoria, que não podia mais suportar esse descaso. Cabe aos governos manter a Saúde e o nosso movimento serviu de alerta para as autoridades responsáveis por isso”, enfatizou.

Escala de trabalho – o SintraSaúde já havia acompanhado a organização das escalas previstas para a noite desta quinta-feira, a partir das 19h00, com a retomada dos serviços. Mas em função da demora na confirmação dos valores nas contas, a categoria decidiu voltar às atividades a partir das 7h00 da manhã desta sexta-feira, começando a normalizar o atendimento à população.

Paulo Pimentel declarou que o SintraSaúde acompanhará de perto o retorno ao trabalho, depois de 30 dias de greve, “para garantir que não haja nenhum tipo de assédio moral ou perseguição dos trabalhadores, que exercitaram um direito nada mais do que justo, diante da situação no município de Cubatão”.

Tirar hospital da UTI – Oito dos 11 vereadores da Câmara Municipal de Cubatão estiveram na tarde da última quarta-feira (13), em uma audiência na Casa Civil do Estado, onde foram recepcionados pelo secretário-Chefe, Samuel Moreira da Silva. Aguinaldo Araújo e Ricardo Queixão (PDT), Doda (PSB), Dinho (SDD), Fábio Inácio e Jair do Bar (ambos do PT) e César e Ademário (PSDB) pediram ajuda ao Governo do Estado para a manutenção do Hospital Modelo, que vem passando por grave crise financeira.

Os vereadores levaram consigo a proposta, de que o estado administre 80 (50%) dos leitos do complexo de saúde, deixando assim a outra metade, por parte da Administração Municipal. O presidente da Câmara, o vereador Aguinaldo Araújo (PDT) diz ter ficado esperançoso com o resultado dessa reunião. “As expectativas são boas. O legislativo está fazendo a parte dele para que tudo possa ser resolvido da melhor forma possível”.

Já o vereador César Nascimento (PSDB) disse que a resolução do problema do Hospital é uma questão de diálogo. “Vamos apresentar a nossa proposta e as necessidades do povo de Cubatão. Acreditamos que o Governo do Estado esteja aberto à negociação, já que estamos falando não só dos funcionários, que estão com seus proventos atrasados, mas também de vidas, já que este é um hospital de porte regional”, explica.

Prefeita – A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), também foi até a Casa Civil do Estado, para participar da reunião. Porém, a petista não foi junto com o grupo de vereadores, mas sim com outra comitiva, dentre os quais estava presente o secretário municipal de Saúde, Benjamin Lopes.

Durante o encontro, os representantes do governo estadual garantiram agilizar a liberação de uma verba de R$3 milhões, além do repasse de mais R$6 milhões relacionados ao Fundo Metropolitano, por meio da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem).

O Hospital Municipal de Cubatão custa mensalmente R$ 4,4 milhões e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O município é responsável por 83% do custeio do sistema de saúde local, enquanto o Governo Federal contribui com cerca 17% e o Governo do Estado com 0,13%.

Ainda em São Paulo, na quarta-feira, Marcia Rosa (PT) não escondia a expectativa do fim da greve da categoria, iniciada em 21 de junho. Em audiência com o secretário estadual da Casa Civil, Samuel Moreira, a prefeita pediu recursos do Estado ao deputado estadual Paulo Correia Jr. (PEN), para ajudar a manter o hospital.

DER colocará novo viaduto em uso, mas pode rever acessos

Vereador Ademário (PSDB) discutiu sobre as dificuldades de acesso à Via Anchieta

Vereador Ademário (PSDB) discutiu sobre as dificuldades de acesso a Via Anchieta

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) está concluindo a fase de paisagismo da duplicação do viaduto Rubens Paiva sobre o km 59 + 800 da Via Anchieta e a liberação para o trânsito de veículos deve acontecer nos próximos dias. No entanto, a polêmica sobre os acessos ao Jardim Casqueiro e Parque São Luís foi encaminhada para uma solução, durante audiência do vereador e presidente do PSDB de Cubatão, Ademário da Silva Oliveira, com o secretário de Estado de Logística e Transportes, Alberto José Macedo Filho, quarta-feira (27).

Ademário expôs ao secretário sobre o traçado das obras executadas, que impedirá a mobilidade dos moradores do Jardim Casqueiro e do Parque São Luís com a Via Anchieta, culpando a Prefeitura de Cubatão, que se preocupou mais em ver atendidas as reivindicações para a retirada da rampa de acesso ao bairro (o chamado “rabo do dragão”), e não se ateve para a necessidade do cancelamento do atual acesso direto da Rua Júlio Cunha à SP-150 (Via Anchieta).

O secretário reafirmou a posição técnica do DER, de que só justifica as alterações na alça de descida do viaduto em direção à pista Norte (São Paulo) da Via Anchieta: “Foi necessária uma adaptação no projeto de obras, com único objetivo de melhorar a seguranças dos usuários, em função das limitações presentes às margens da rodovia”, divulgou o DER.

A alça central do novo viaduto, que agora desce no sentido à Rodovia dos Imigrantes, foi segregada (com barreiras de concreto) não permitindo o acesso à Via Anchieta para não gerar acidentes, com fluxo no cruzamento em “X”.

Segundo o DER, “este tipo de tráfego não é praticável em uma via com limite de velocidade de 110 Km/h, onde não há condições seguras de mudança de faixa de forma repentina”.

Compromisso de rever os acessos

O secretário de Estado de Logística e Transportes se comprometeu com o vereador Ademário da Silva, que estava acompanhado do presidente da Sociedade de Melhoramentos do Parque São Luís, Toninho Vieira, na audiência em São Paulo, em “colocar a duplicação em operação e, com o uso, sentir os pontos não conformes”, ressaltou o parlamentar cubatense do PSDB.

Ademário complementa a perspectiva futura com a posição reforçada pelo secretário Alberto José Macedo Filho, de que “o tráfego no local será monitorado e poderá ser alterado futuramente, com a redução do limite de velocidade, reforço na sinalização e retirada das barreiras de concreto, em ação conjunta com a Ecovias”.

Urbanização da Vila Esperança não sai do papel

Moradores da Vila Esperança querem o Estado fazendo.

Moradores da Vila Esperança querem o Estado fazendo.

A prefeita Marcia Rosa (PT) se comprometeu em iniciar a segunda fase das obras do Projeto de Urbanização da Vila Esperança, ainda durante a sua campanha à reeleição em 2012, mas a população perdeu a esperança, porque até agora essa promessa ficou só nos contratos e nas notícias da imprensa.

Pelo menos 2.442 famílias seriam atendidas com melhorias cobradas pelo vereador Ademário Silva Oliveira (PSDB), que listou entre as promessas da prefeita petista, a construção de 1.232 novas unidades habitacionais (860 apartamentos, 144 embriões, 120 sobrepostas e 108 sobrepostas adaptadas) e de outras 1.210 moradias consolidadas (com reforma da infraestrutura e melhorias nos imóveis).

Durante visita da reportagem do jornal ‘Povo de Cubatão’ ao bairro, a triste constatação: nada aconteceu e a Vila Esperança acumula problemas nas condições atuais das moradias e nos acessos ao bairro. E o projeto envolvia ainda a construção de novos equipamentos públicos (uma escola de Ensino Infantil, uma de Ensino Fundamental, praças e playgrounds no interior dos conjuntos). Eram para ter sido construídos, também, um pequeno parque público, com uma via de borda e uma ciclovia que contornaria toda a área urbanizada.

Ademário, que além de vereador é o presidente do PSDB de Cubatão, destaca que “o governo do PT teve sete anos pra melhorar a vida de uma população de 30 mil habitantes, que reside na Vila Esperança e não conseguiu ver atendidos os seus reclamos, por absoluta falta de gestão e comprometimento das áreas de responsabilidade da Prefeitura”.

Perda de convênios

A Prefeitura, que já havia perdido um convênio de R$ 16 milhões, por incapacidade de gestão, contabiliza ainda a perda de outros R$ 200 milhões do Programa PAC do Governo Federal. E essa situação grave está gerando uma voz corrente entre os moradores do bairro, após conhecerem as moradias do Programa Serra do Mar nos conjuntos habitacionais espalhados pela cidade: “Torcemos para que o Governador Geraldo Alckmin possa fazer por nós, o mesmo que fez pelos moradores das Cotas, que viviam sobressaltados com a insegurança”, comenta um morador que pediu para não ter o seu nome escrito pelo jornal.

Abaixo-Assinado

Sensível com essas manifestações crescentes na Vila Esperança, o vereador tucano Ademário começou a mobilizar a população e montou uma barraca, e já colheu aproximadamente 5 mil assinaturas para serem encaminhadas ao Palácio do Governo do Estado, em busca de sensibilizar o governador Alckmin para que ele assuma definitivamente as obras do bairro da Vila Esperança.

Gestores da Educação reivindicam equiparação salarial, no mínimo

Diretores de escolas municipais de Cubatão falaram com o vereador Ademário (PSDB) e com a prefeita Marcia (PT).

Diretores de escolas municipais de Cubatão falaram com o vereador Ademário (PSDB) e com a prefeita Marcia (PT).

Gestores da Educação de Cubatão fizeram uma manifestação, na última terça-feira (17), diante do Paço Municipal, na Praça dos Emancipadores, em busca de equiparação salarial. Eles alegam que os salários estão defasados em relação ao valor pago aos professores da rede municipal.

Em 2008, a Prefeitura adequou a jornada do magistério, diminuindo a carga horária do professor em sala de aula. “O limite para esta adequação era 2009 e o que foi feito é o correto. Mas a escola é feita de outros profissionais, como diretor, secretário de escola, merendeira, supervisor de aluno, entre outros”, explicou o diretor de escola Peter Maahs.

Segundo ele, em razão da defasagem salarial, muitos diretores de escola estão prestando novos concursos para voltar ao cargo de professor.

O vereador Ademário da Silva (PSDB) conversou com os manifestantes e se colocou à disposição para apoiar a causa deles. “Hoje um professor com carga de 20 horas ganha o mesmo que um diretor com carga de 40. Isso é uma distorção que precisa ser corrigida, porque um diretor de escola, por exemplo, precisa de cinco anos de docência para assumir este cargo; portanto deve ter um salário maior”, disse Ademário.

Proposta

Segundo os manifestantes, eles haviam apresentado à Prefeitura uma proposta pedindo reajuste salarial de 77%. A administração teria feito uma contraproposta ofertando 35%. “Nós aceitamos este valor, mas aí a Prefeitura voltou atrás e é, por isso, que estamos aqui”, disse a diretora de escola Terezinha de Jesus Vergílio.

A prefeita Marcia Rosa (PT) também conversou com os manifestantes e se comprometeu em recebê-los na tarde de sexta-feira (20), mas adiou para esta segunda-feira (23), quando se comprometeu conduzir o processo de negociação que já dura oito meses com a Prefeitura. E os diretores das escolas municipais estarão reunidos por volta de 12h30, desta segunda-feira na Praça dos Emancipadores, diante da Prefeitura e da Câmara Municipal.

Trabalhadores desempregados defendem mão de obra de Cubatão

Macaé diz que não há motivo para trazer trabalhadores de fora.

Macaé diz que não há motivo para trazer trabalhadores de fora.

A semana marcada por duas mobilizações nacionais, uma nesta sexta-feira (13) a pretexto de defender a Petrobras e outra no domingo (15) contra o governo Dilma Rousseff, também teve o seu momento reivindicatório particular em Cubatão. Com carteiras de trabalho na mão, cerca de 50 pessoas fizeram uma manifestação no início da tarde de quarta-feira (11) em frente a Prefeitura, na Praça dos Emancipadores, Centro. O movimento, apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), cobrou investimentos no setor e a contratação de mão de obra local por parte das indústrias.

Os sindicalistas pediram o apoio da Prefeitura para melhorar a situação do emprego na cidade, pressionando as indústrias. “Conseguimos conversar com o pessoal da área de empregos da cidade, no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), e ficou acertado que nossa reivindicação será apresentada durante uma reunião entre representantes da prefeitura e das empresas do polo”, diz o vice-presidente do órgão que defende a categoria, Luiz Carlos de Andrade.

O presidente do Sintracomos, Macaé Marcos Braz de Oliveira, entende que as empresas do Polo Industrial de Cubatão deveriam orientar as empreiteiras a privilegiar os trabalhadores locais. “Nossa mão de obra é escolarizada profissionalmente, treinada e com experiência no ramo de montagem e manutenção. Não há motivo para trazer operários de fora”, acrescentou o líder sindical.

Tanto Andrade, quanto Macaé, relembraram que a proposta de melhorias no atendimento teve início nas eleições municipais, em 2012, quando o assunto foi apresentado aos candidatos à prefeitura, inclusive a então candidata à reeleição pelo PT, Marcia Rosa, mas até o momento, não houve mudanças. “Nós já fizemos uma proposta no período das eleições, para que essa questão dos empregos seja planejada. Acontece que as empresas contratam mão de obra, mas buscam somente serviço, não querem saber de onde essas pessoas estão vindo, e o pessoal daqui fica desempregado”, conclui Andrade.

Prefeita pega carona

A prefeita Marcia Rosa (PT) não perdeu a oportunidade de aparecer na foto e registrar a sua participação nesse movimento do Sintracomos, que após os manifestantes serem recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Aguinaldo Araújo (PDT) e uma comissão de vereadores, na manhã de quinta-feira (12), fez questão de acompanhá-los na caminhada em direção à sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), em meio às palavras de ordem e gritos de “Queremos empregos”.

Nessa reunião, os vereadores presentes se comprometeram em aprovar projetos que destinem postos de trabalho preferencialmente aos moradores da Cidade e, logo após no CIESP, a prefeita Marcia Rosa se comprometeu elaborar um projeto nesse sentido.

Na sede do CIESP de Cubatão, a prefeita  Marcia Rosa, o secretário de Emprego Benincasa; e os vereadores Ademário da Silva (PSDB), Dinho Heliodoro (SDD), Fábio Roxinho (PMDB), Ivan Hildebrando (PDT), Jair Ferreira (PT), o Jair do Bar, Ricardo Queixão (PMDB), e Severino Tarcício (PSB), o Doda, se reuniram com uma comissão de manifestantes, os sindicalistas e os representes das empreiteiras.

Aguinaldo Araújo disse que a migração de mão de obra de outros Estados para Cubatão é histórica. O presidente da Câmara afirma que esses trabalhadores acabam se fixando na cidade, o que acaba gerando sobrecarga nos serviços públicos, como escolas e prontos-socorros.

Ademário criticou a situação do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) da cidade, que, segundo o vereador, não apresenta as mínimas condições para atender aos desempregados. “A Prefeitura deve fazer a lição de casa e modernizar a gestão do PAT, utilizando sistemas mais inteligentes”.

Segundo Macaé Marcos Braz de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santos (Sintracomos), as empreiteiras contratadas pelas fábricas de Cubatão preferem os trabalhadores de fora para evitar eventuais processos na Justiça do Trabalho por desrespeito a direitos coletivos e individuais.

A prefeita municipal disse que a administração irá realizar uma força tarefa para fiscalizar a situação dos alojamentos na cidade. Ela criticou o fato de os empregadores alugarem imóveis como residências, sendo que na verdade a finalidade é abrigar trabalhadores de fora.

Marcia Rosa também cobrou o cumprimento do Pacto pelo Emprego, um acordo de contratação selado pelos empresários para a contratação de trabalhadores de Cubatão. Já Valdir Caobianco, diretor regional do CIESP disse que é preciso ter mais transparência por parte das empresas no processo de seleção.

Ao final da reunião, representantes de algumas indústrias e empreiteiras da cidade disponibilizaram 105 vagas para a contratação imediata de profissionais locais. Outra demanda levantada é a geração de postos de trabalho para as mulheres e a necessidade de infraestrutura para recebê-las nas empresas.

Na próxima quarta-feira (18), será realizada uma reunião para avaliar as negociações que sindicalistas e autoridades municipais farão com as empresas nos próximos dias. E, na quinta-feira (19), às 10h00, o CIESP também promoverá um encontro na sede da entidade, para o acompanhamento de todo o processo de seleção e oferta de novas vagas.

Câmara aprova abono da prefeita com emenda

O abono foi aprovado por unanimidade de votos.

O abono foi aprovado por unanimidade de votos.

Os vereadores de Cubatão aprovaram por unanimidade o pagamento de abono aos servidores municipais, na tarde de ontem (19). No entanto, fizeram uma alteração que vinha sendo reivindicada pelos próprios funcionários: emendaram o projeto de lei de autoria da prefeita Marcia Rosa (PT), aprovando o valor de R$ 475 mensais, para ser pago enquanto o Cartão Servidor Cidadão não for restituído.

O projeto original previa abono de R$ 870, que deveriam ser pagos em duas parcelas de R$ 435, em fevereiro e março. As emendas que elevam o valor e o tempo de pagamento do abono são de autoria dos vereadores Severino Tarcício da Silva (PSB), o Dóda, e César da Silva Nascimento (PDT).

“Fizemos este parecer em separado em respeito ao servidor. É vergonhoso um Projeto de Lei que chegue ao Legislativo desta forma. O mês de janeiro foi excluído”, criticou Dóda. Ele completou que se a emenda for vetada, o veto será derrubado em plenário. As emendas constam de parecer em separado ao exarado pelas comissões permanentes de Justiça e Redação e Finanças e Orçamento.

O vereador Ivan Hildebrando (PDT) afirmou que é uma irresponsabilidade o Executivo pagar um abono ignorando um mês e enviando um valor inferior ao que era pago por meio do Cartão Servidor. “Na mensagem explicativa, a prefeita não fala de continuar pagando este abono nos outros meses. E também não há garantia da volta do Cartão Servidor”, disse.

Para Ademário da Silva (PSDB), é preciso que vereadores e sociedade estejam unidos. “Não podemos nos curvar a esses desmandos. O dinheiro e a Prefeitura não são da prefeita”, criticou.

Ele afirmou que a prefeita vem subestimando a dedicação dos servidores públicos e a capacidade de organização da sociedade civil. “A cidade não pertence a um partido ou a uma pessoa, mas ao povo de Cubatão. Eu parabenizo a união dos servidores”, enfatizou.

O vereador Adeildo Heliodoro dos Santos (SDD), o Dinho Heliodoro, afirmou que não foi surpresa a interrupção do pagamento do Cartão Servidor Cidadão. “Se em 2012, a licitação para o kit escolar foi aberta com 11 meses de antecedência e, em 2013, não houve os kits, o que a administração esperava abrindo a licitação para o Cartão Servidor com apenas dois meses de antecedência?”, questionou.

Para César da Silva, a emenda foi feita por dois vereadores, mas representando todos. “Esta conquista é de todos. Mesmo quem não foi citado concordou com esta emenda. A aprovação é uma conquista do povo e dos servidores municipais”, disse.

O Projeto de Lei foi aprovado em primeira e segunda discussões, em sessão ordinária e extraordinária. O documento segue para sanção da prefeita Marcia Rosa.

Comércio cubatense perde com o fim do Cartão do Servidor

Servidores e o comércio em geral contabilizam perdas sem o Cartão Servidor Cidadão.

Servidores e o comércio em geral contabilizam perdas sem o Cartão Servidor Cidadão.

O impasse na licitação da Prefeitura, para definir qual será a próxima administradora do Cartão Servidor Cidadão Cubatão, bem como a descontinuidade do serviço prestado pela Planinvesti, por causa do atraso no pagamento devido pela Prefeitura e do encerramento do contrato no último dia 31 de dezembro, está prejudicando os servidores municipais e todo o comércio da cidade.

Quando a Prefeitura tomou a iniciativa de criar o Cartão Servidor Cidadão, sobressaiu o objetivo de auxiliar o comércio da cidade. O vereador Ademário da Silva (PSDB), embora na oposição a prefeita Marcia Rosa (PT), sempre defendeu o benefício, inclusive propôs a correção dos valores sem reajuste há seis anos, relembrou essa história durante a reunião realizada com o Sindicato dos Servidores Públicos na tarde de quinta-feira (12).

Para a Planinvesti, administradora do cartão, “a descontinuidade do serviço foi ocasionada por culpa da Municipalidade que, por despreparo e ineficiência administrativa, não planejou corretamente os prazos para a realização da nova licitação”. A Prefeitura quer compensar essa falha, com o pagamento de um abono aos funcionários municipais, em duas parcelas de R$ 435,00 cada.

Na realidade, os cerca de 6.500 servidores deixaram de receber nesses dois meses, R$ 1.000,00 cada um, gerando uma crise enorme entre os servidores, penalizados com a perda do seu poder de compra, e, automaticamente, os comerciantes da Cidade, que já acumulam prejuízos de 50 a 70% das receitas antes proporcionadas com o Cartão.

O Secretário Municipal de Gestão, Cesar Pimentel, vê no abono uma compensação até o desembaraço da licitação para a nova administradora do Cartão, enquanto a Câmara de Vereadores começa a discutir o tema e pode votar na próxima quinta-feira (19). Mas não definiu até agora quando serão quitadas as faturas devidas a Planinvesti, totalizando R$ 6,3 milhões, vencidas em 25 de novembro e em 26 de dezembro de 2014.

Comerciantes querem solução

A reportagem do jornal ‘Povo de Cubatão’ ouviu vários comerciantes cubatenses, e constatou a preocupação deles com o desfecho dessa história. Luis Marcos Ferreira da Silva, da Drogaria Martins Fontes (Avenida Martins Fontes, 125, Vila Nova), disse que a par da expectativa das decisões da Prefeitura, já acumula um déficit de R$ 20 mil nas suas receitas estimadas: “as vendas já não acontecem como antes. Os servidores ficaram limitados à linha de crédito da Caixa de Previdência, que é condicionada ao salário de cada um. Bem diferente do Cartão do Servidor, que tinha um limite definido e o servidor podia se programar e comprar o que precisava, ajudando o comércio da nossa cidade”.

Luis Marcos enfatiza que Cubatão não vê circular dinheiro na cidade e que essa indefinição é motivo de reclamações gerais: “estávamos habituados e nos planejamos para uma coisa, que não se confirma mais. Esse é o impacto no comércio, precisamos que o Cartão volte urgente”.

A mesma posição foi defendida pela gerente Ana Carla Costa Silva, do Restaurante Cactus, que funciona na Galeria Center Lopes: “Faz muita falta o Cartão Servidor. Nossa féria foi reduzida em mais de 50%. Para se ter uma ideia do tamanho do que estamos perdendo, até dezembro recebíamos R$ 300,00 por dia, através dos cartões. Nossa féria hoje chega a R$ 60,00. E percebemos que o servidor público está apreensivo e em dificuldade. Na maioria das vezes, antes de fazerem os seus pedidos, eles consultam o saldo para ver se ainda podem usar o cartão. Muito poucos servidores aparecem por aqui dessa forma. Já estamos somando perdas”.

Christian Riquelme, do Restaurante Berrante de Ouro, na rua Dom Pedro II, esquina com a Monte Castelo, disse que o Cartão do Servidor beneficiava muito o seu comércio, porque o seu estabelecimento funciona perto de muitas escolas e de professores e funcionários: “Estamos numa crise que piorou com a falta do cartão. Nossa féria reduziu mais de 50%. Já teve dia que fechamos para o almoço”, lamentou.