Viaduto no Jd Casqueiro era para melhorar, mas piorou demais.

O viaduto que era uma solução está virando um problemão no Jardim Casqueiro.

O viaduto que era uma solução está virando um problemão no Jardim Casqueiro.

A comunidade do Jardim Casqueiro e dos bairros próximos, que sempre defenderam a construção de um novo viaduto para melhorar o acesso ao centro de Cubatão, bem como às rodovias Anchieta e Imigrantes, está sendo convidada para uma reunião, na próxima segunda-feira (18), a partir das 19h00, na sede da SOMECA – Sociedade de Melhoramentos do Casqueiro (Rua Maria Graziela, 565).

Lideranças políticas de vários partidos com atuação na cidade – da situação ou de oposição locais – querem que o Governo do Estado, por meio do DER – Departamento de Estradas de Rodagem tome uma posição para resolver os problemas ocasionados após a liberação do novo viaduto Rubens Paiva.

Nas redes sociais a mensagem é praticamente no mesmo sentido: do jeito que está não pode ficar: “Não podemos nos calar diante de tal assunto tão importante”, enfatiza o líder comunitário Toninho Vieira, por exemplo.

A prefeita Marcia Rosa (PT) vem usando a sua página pessoal no Facebook, postando fotos e mensagens que demonstram a insegurança e inclusive acidentes entre os veículos que buscam uma saída do bairro. E não esconde a sua frustração diante das autoridades responsáveis, tanto do governo estadual quanto da concessionária Ecovias, que não compareceram à audiência pública realizada na última segunda-feira (11), no Bloco Cultural.

Foram convidados DER, Ecovias, Artesp, Sociedade de Melhoramentos e a Sabesp, com a intenção de que a população ouvisse as explicações de seus representantes, mas isso não foi possível, eles não compareceram. Independentemente disso, alguns pontos foram discutidos, mas ficou definido que outras reuniões ainda devem ser realizadas, como a da próxima segunda-feira, na SOMECA.

Problemas anunciados Após uma vistoria feita na semana passada no local onde foi feita a duplicação, técnicos da prefeitura apontaram que o principal problema da obra está na confluência entre a Avenida Brasil e a marginal de acesso da Via Anchieta. Os especialistas disseram que a região se ficou um “caos” com carros tentando cruzar de quatro direções diferentes.

Também foi constatado pela equipe técnica que a dificuldade de entrar e sair do núcleo residencial que há no trecho provoca congestionamentos que chegam a 3 km em horários de pico. Os riscos de acidente e assaltos também foram pontuados pela Prefeitura.

Dentre os pontos levantados, a prefeita relacionou: “falta sinalização adequada e veículos na contramão são comuns; moradores do Casqueiro, Parque São Luís, ilha Caraguatá, Conjunto Habitacional Mario Covas e São Judas têm dificuldade de saída do bairro em direção ao Centro de Cubatão; vários acidentes aconteceram e esses registros de acidentados estão na UPA de Cubatão; falta iluminação e a ciclovia prometida; o Viaduto não foi entregue oficialmente à Ecovias; a Avenida Brasil e a Joaquim Jorge Peralta ficam congestionadas em pouco tempo, ou seja, os problemas da rodovia adentram o bairro”.

Marcia Rosa destaca que aguarda posicionamento oficial da ARTESP, órgão fiscalizador das concessionárias públicas de São Paulo, e que a questão já foi levada à representação local do Ministério Público.

Engenheiro quer volta de coordenação de dutos

Engenheiro conhece tudo o que passa sob Cubatão.

Preocupação é com possíveis danos causados por manutenções em estruturas subterrâneas. O alerta de Jorge Moreiras serve aos candidatos a Prefeitura de Cubatão.

 

Uma coordenação municipal sobre a instalação e a manutenção das tubulações que passam sob Cubatão, nos moldes da que existiu no fim da década de 1980, durante gestão do prefeito Nei Serra. Isso é o que propõe o engenheiro mecânico especializado em Meio Ambiente pela USP (Universidade de São Paulo) Jorge Sergio Moreiras, que, naquela época, atou por quatro meses numa comissão de estudo da questão, que culminou em adequações acatadas pela Petrobras.

Segundo ele, atualmente, há várias empresas explorando o subsolo cubatense sem monitoramento de segurança em relação às estruturas condutoras utilizadas. “Hoje, cada um cuida do próprio duto. Deveriam prestar conta ao município de como está a manutenção do sistema”, diz, explicando que acessórios de proteção catódica de uma determinada tubulação podem gerar danos a outra desprotegida que fique próxima.

Um exemplo disso, de acordo com Moreiras, ocorre na adutora da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) próxima à serra, que teria danos causados por correntes de dutos da Petrobras. “Fiquei muito preocupado com aqueles furos. Embora não conduza produto químico, se arrebentar, arrebenta com tudo junto. São mil litros de água por segundo, com colunas d’água de 80 metros”.

Ele lembra que o trabalho realizado no passado, quando foi cedido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente à Prefeitura de Cubatão, trouxe resultados expressivos em termos de segurança para a região, que ainda estava sob o impacto do trágico incêndio ocorrido na Vila Socó (onde hoje é situada a Vila São José) em 1984. “Encaminhamos um estudo técnico à Petrobras, solicitando uma série de medidas de prevenção”, conta, lembrando que, em seguida, foi feita uma nova proteção dos dutos que passam pela serra, que ainda ganharam sinalizadores ao longo das estruturas.

“Toda a tubulação foi trocada, da Vila Socó à Alemoa, em Santos. No inclinado, houve revestimento dos dutos. Ali, tinha grande problema de corrosão”, relembra o engenheiro, citando inclusive a implantação de um número telefônico gratuito para emergências disponibilizado à população. “Antes, tinham que fazer interurbano para São Paulo”.

Agora, ele lamenta a falta de novos estudos nessa área. “De lá para cá, nenhum prefeito se preocupou em promover ações preventivas”, diz, cobrando urgência na criação de um sistema de fiscalização das atividades no subterrâneo da cidade. “Essa questão é muito séria”.