POVOEDIÇÃO473

 

CDHU inicia obras de novo conjunto de moradias para 216 famílias

Novas moradias para atender ao Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, no Parque do Trabalhador. Foto: Assessoria de Imprensa da PMC

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Governo do Estado – CDHU já iniciou as obras do conjunto habitacional que será construído em área do Centro Social Urbano – CSU, também conhecido como Parque do Trabalhador, na Rua Salgado Filho, Parque Fernando Jorge, para abrigar moradores atendidos pelo programa Serra do Mar, do Governo do Estado. A ordem de serviço para a Semed, empreiteira encarregada das obras, foi emitida no dia 19 de dezembro de 2017 e a empresa tem 15 meses para concluí-las. O núcleo terá 216 moradias, distribuídas por quatro torres, de 14 andares cada.

Na manhã da última quarta-feira (10), o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) e o superintendente de obras do Programa Serra do Mar, engenheiro Humberto Schmidt, fizeram uma visita técnica à área. Também estiveram no local o gerente regional da CDHU na Baixada Santista, Rafael Redó Garcia, e os secretários municipais Andrea Maria de Castro (Habitação) e Benaldo Melo de Souza (Obras).

Emprego, alcance social e apoio ao comércio – Na ocasião, o prefeito Ademário destacou a importância do novo conjunto no sentido de propiciar moradias dignas para moradores de Cubatão e também para aquecer a economia daquela parte da cidade, que anteriormente recebeu conjuntos habitacionais da COHAB Santista nos anos 70 e 80. “As famílias que morarão aqui sem dúvida darão maior movimentação ao comércio local”, comentou.

Ademário destacou também que já nesta fase haverá benefícios sociais: “As obras gerarão 250 novos empregos, o que é relevante neste momento de crise na oferta de vagas de trabalho”, disse.

Andrea Maria de Castro, secretária de Habitação, afirmou que a construção do novo conjunto habitacional é um exemplo da sintonia que existe, hoje, entre a Prefeitura e a CDHU. “Isso se reflete, principalmente, nos entendimentos voltados para a regularização fundiária em vários núcleos da cidade”, completou.

Programa Serra do Mar – Iniciado em 2007 pelo governo do Estado de São Paulo com a proposta de realocar moradores dos bairros-Cota que viviam há décadas em áreas de risco geotécnico e no interior do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM. Em 2010, com a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, o projeto ampliou sua área de atuação para os 332 mil hectares do parque e os mosaicos da Juréia-Itatins e de ilhas e as APAS Marinhas, tornando-se o Programa Recuperação Socioambiental da Serra do Mar e Mosaicos da Mata Atlântica, com orçamento de mais de um bilhão de reais.

O que parecia um desejo inatingível, no dizer de uma antiga moradora da área conhecida como Grotão, é hoje uma realidade com a transferência de mais de cinco mil famílias para novos bairros dotados de infraestrutura urbana. Considerado um programa inovador e o maior do banco em termos de recursos voltados ao meio ambiente, o modelo tem chamado a atenção de urbanistas de vários países e já conquistou prêmios pela sua proposta de sustentabilidade e volume de realocações, tornando-se referência em habitação sustentável e de interesse social na ONU, comemora o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

POVOEDIÇÃO467

Urbanização da Vila Esperança não sai do papel

Moradores da Vila Esperança querem o Estado fazendo.

Moradores da Vila Esperança querem o Estado fazendo.

A prefeita Marcia Rosa (PT) se comprometeu em iniciar a segunda fase das obras do Projeto de Urbanização da Vila Esperança, ainda durante a sua campanha à reeleição em 2012, mas a população perdeu a esperança, porque até agora essa promessa ficou só nos contratos e nas notícias da imprensa.

Pelo menos 2.442 famílias seriam atendidas com melhorias cobradas pelo vereador Ademário Silva Oliveira (PSDB), que listou entre as promessas da prefeita petista, a construção de 1.232 novas unidades habitacionais (860 apartamentos, 144 embriões, 120 sobrepostas e 108 sobrepostas adaptadas) e de outras 1.210 moradias consolidadas (com reforma da infraestrutura e melhorias nos imóveis).

Durante visita da reportagem do jornal ‘Povo de Cubatão’ ao bairro, a triste constatação: nada aconteceu e a Vila Esperança acumula problemas nas condições atuais das moradias e nos acessos ao bairro. E o projeto envolvia ainda a construção de novos equipamentos públicos (uma escola de Ensino Infantil, uma de Ensino Fundamental, praças e playgrounds no interior dos conjuntos). Eram para ter sido construídos, também, um pequeno parque público, com uma via de borda e uma ciclovia que contornaria toda a área urbanizada.

Ademário, que além de vereador é o presidente do PSDB de Cubatão, destaca que “o governo do PT teve sete anos pra melhorar a vida de uma população de 30 mil habitantes, que reside na Vila Esperança e não conseguiu ver atendidos os seus reclamos, por absoluta falta de gestão e comprometimento das áreas de responsabilidade da Prefeitura”.

Perda de convênios

A Prefeitura, que já havia perdido um convênio de R$ 16 milhões, por incapacidade de gestão, contabiliza ainda a perda de outros R$ 200 milhões do Programa PAC do Governo Federal. E essa situação grave está gerando uma voz corrente entre os moradores do bairro, após conhecerem as moradias do Programa Serra do Mar nos conjuntos habitacionais espalhados pela cidade: “Torcemos para que o Governador Geraldo Alckmin possa fazer por nós, o mesmo que fez pelos moradores das Cotas, que viviam sobressaltados com a insegurança”, comenta um morador que pediu para não ter o seu nome escrito pelo jornal.

Abaixo-Assinado

Sensível com essas manifestações crescentes na Vila Esperança, o vereador tucano Ademário começou a mobilizar a população e montou uma barraca, e já colheu aproximadamente 5 mil assinaturas para serem encaminhadas ao Palácio do Governo do Estado, em busca de sensibilizar o governador Alckmin para que ele assuma definitivamente as obras do bairro da Vila Esperança.

Artistas de Cubatão querem Teatro Municipal e ETEC das Artes

Teatro abandonado

Teatro abandonado

O Teatro Municipal de Cubatão é uma novela para os artistas e a população da cidade, desde que começou a ser construído em 1987. Esse edifício majestoso, construído na Avenida 9 de Abril, esquina com a Avenida Henry Borden, em um ponto estratégico no centro cubatense, volta a ser reclamado pela comunidade, que quer o Teatro definitivamente pronto e com uma unidade da Escola Técnica Estadual – ETEC, voltada para a formação de profissionais ligado às artes e à produção cultural no município e na região metropolitana da Baixada Santista.

Na última semana foi criado um grupo no WhatsApps, denominado ‘Etec Artes Cubatão’, e o seu administrador Edson Carlos Bril, o Bombril, juntamente com o diretor teatral e coordenador do Teatro do Kaos, Lourimar Vieira, procurou o diretor das Oficinas Culturais do Estado, Raul Christiano, em busca de apoio junto ao governador Geraldo Alckmin e o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo, para que estes contribuam para o sucesso dessa ideia.

A Prefeitura de Cubatão – seguindo a conduta dos prefeitos que se sucederam desde 1987, ano em que a obra foi iniciada – não tem movido uma palha para entregar esse projeto pronto e com as configurações de teatro – objetivo inicial da obra – para a população. A prefeita Marcia Rosa (PT) chegou a cogitar a transformação do prédio em uma Policlínica, formando um ‘Quadrilátero da Saúde’, com recursos de R$ 5 milhões obtidos especificamente para isso. Mas essa ideia também não saiu do papel.

Lourimar Vieira, um dos principais artistas da cidade, se adiantou e implantou o seu próprio teatro – Teatro do Kaos – no Largo do Sapo, no ano de 2001, em um imóvel que se encontrava em ruínas e foi restaurado graças ao empenho dos integrantes do grupo criado em 1997, por ele, mais Ricardo Oliveira e Marcelo Ariel, em Cubatão. Nesse espaço, além da montagem de espetáculos teatrais, premiados no Brasil e no Exterior, são realizadas mostras, festivais e oficinas de formação. Mesmo assim, Lourimar e Bom Bril jamais desistiram do objetivo de que Cubatão tenha o seu teatro municipal.

Foram muitas as matérias e manifestações da comunidade nas mídias regionais – TV, rádio, jornais e redes sociais – contra a transformação do prédio para teatro numa policlínica. Em uma de suas entrevistas, Lourimar Vieira destacou que a administração do PT na cidade argumentou que há um espaço para teatro no Novo Parque Anilinas. No entanto, segundo a sua experiência em espaços do gênero, no Anilinas há um grande auditório, com pé direito baixo e sem condições da montagem de cenários.

Enquanto isso, as portas do prédio identificado como o Teatro Municipal de Cubatão continua vulnerável às invasões por moradores de rua e usuários de drogas, que em março de 2014 foram responsáveis pela provocação de um incêndio interno, que destruiu parte das cadeiras que já não resistem mais ao tempo do seu próprio abandono.